Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

POLÍTICA

Renan diz que não há eleição sem voto secreto

Mariana Haubert, Renan Truffi, Camila Turtelli | Estadão Conteúdo

Por Mariana Haubert, Renan Truffi, Camila Turtelli | Estadão Conteúdo

02/02/2019 - 11:46 h | Atualizada em 19/11/2021 - 9:33

Siga o A TARDE no Google

Google icon

Ao chegar ao Senado nesta manhã, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) defendeu a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que decidiu que a eleição para a eleição da presidência do Senado deve ser realizada pelo voto fechado.

"Não há eleição sem voto secreto porque teríamos influência deletéria da mídia, do poder econômico, do poder político, do Poder Judiciário. A democracia não caminha dessa forma", disse.

Tudo sobre Política em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Durante a entrevista de Renan a jornalistas, na entrada do plenário, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) questionou Renan sobre outros momentos em que ele não aceitou decisões judiciais.

Renan defendeu que o voto secreto é um pressuposto universal em qualquer tipo de eleição e afirmou não saber como a sessão deste sábado se desenrolaria. O plenário está reunido neste momento para dar continuidade ao processo.

Aos jornalistas, Renan afirmou que é importante resolver este imbróglio rapidamente para que o Congresso possa avançar nos trabalhos, como a votação da reforma da Previdência.

"Eu disse ao Paulo Guedes ministro da Economia e a algumas pessoas do governo que a minha reforma é a mais profunda que puder. Que aproxime o sistema, que atualize tecnicamente a questão da idade e que fundamentalmente combata privilégios", disse.

Sobre as críticas de que seu nome representa a velha política, Renan afirmou que a renovação "é o resultado do que se faz, o resultado do que se conduz, é o que se fez ou deixou de fazer". "Não é um número que está na carteira de identidade da gente", disse.

RecursoO senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) disse que os senadores avaliam entrar com recurso para questionar a votação para a escolha do presidente.

"Estávamos reunidos agora discutido e a assessoria jurídica do Senado deve sim entrar com recurso e estamos aguardando isso para decidir. Infelizmente não temos mesa, portanto estamos tentando buscar um consenso", disse Alcolunbre, acrescentando que tentaria presidir a sessão.

Ele disse que a maioria dos senadores querem votar hoje, mas o recurso pode não ficar pronto neste sábado e há possibilidade de que a votação seja contestada depois.

Os senadores entenderam que não há conflito ético em, mesmo a votação sendo secreta, eles declararem o voto.

Senadores reunidos no gabinete de Tasso Jereissati (PSDB-CE) cogitam a possibilidade de adiar a sessão de hoje para terça-feira. A senadora Simone Tebet (MDB) acabou de sair da reunião, mas não falou com a imprensa. Seguem reunidos Davi Alcolumbre (DEM-AP), Major Olímpio (PSL-SP), Soraya Thronicke (PSL-MS), Otto Alencar (PSD-BA), Antonio Anastasia (PSDB-MG, Roberto Rocha (PSB-MA), Izalci Lucas (PSDB-DF) e Eduardo Girão (PROS-CE). A senadora Leila do Vôlei (PSB-DF) acaba de chegar para o encontro.

PressãoApós o relógio marcar 11h, senadores começaram a pressionar a segurança do Senado Federal - abrir o acesso ao Plenário. Corria o rumor de que Alcolumbre pudesse ter impedido a abertura das portas.

O presidente em exercício do Senado, José Maranhão (MDB-PB), declarou aberta, por volta das 11h45 deste sábado, a sessão. Assim que abriu os trabalhos, Maranhão solicitou que o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) fizesse a leitura da decisão judicial do Supremo Tribunal Federal, que decidiu que a eleição interna deve ser feita com votação secreta.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Caso Master: prisão de Daniel Vorcaro é mantida após decisão do STF

Play

Prazo de 3 anos e R$ 1,1 bilhão investido: tudo sobre a estação Campo Grande em Salvador

Play

Cobrando justiça, família de Marielle acompanha julgamento no STF

Play

Com presença de Moraes e Alckmin, João Campos e Tabata Amaral se casam

x