POLÍTICA
Retrospectiva: relembre os destaques da política em 2012
Por Henrique Mendes

Ainda distante da ideal, a política brasileira deu passos importantes rumo a almejada decência administrativa. Em 2012 , ano de eleições municipais, a Lei da Ficha Limpa entrou em vigor, dando contornos diferenciados ao pleito eleitoral. Apenas na Bahia, 218 gestores públicos ficaram inelegíveis, porque tiveram as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nem o prefeito de Salvador, terceira maior cidade do País, escapou da sentença. Diferente do que esperava, João Henrique não poderá concorrer ao cargo de governador do Estado, em 2014, ao menos a priori, por estar legalmente impedido de concorrer a cargos públicos por um período de oito anos.
Do mesmo modo, sob os olhos de todos os brasileiros, começaram a ser julgados, em julho deste ano, os 38 réus suspeitos de envolvimento no mensalão - esquema de pagamento de propina a parlamentares que votassem a favor dos projetos do governo. Do total, 25 foram condenados. Dentre eles, o ex-ministro da Casa Civil (2007), José Dirceu, apontado como o chefe do esquema. Alheio ao caso, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva foi surpreendido, em setembro deste ano, com declarações do empresário e publicitário Marcos Valério, também julgado no processo, em que ele afirmava que o político não só sabia do esquema, como também teria sido beneficiado por ele. Isso segue para 2013.
Ainda na esfera das ilegalidades, mais um caso de polícia foi descoberto, desta vez na sede do Senado, em Brasília. Por associação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (ex-Democratas) perdeu o mandato e, por isso, está inelegível por um período de oito anos. Em 186 anos de história, o Senado só tinha cassado, até então, um único membro. Isso ocorreu no ano 2000, com o senador Luiz Estêvão, então do PMDB, que perdeu a cadeira que ocupava por um caso de suposta corrupção na construção de um edifício público na cidade de São Paulo. De forma paralela aos julgamentos e cassações, quase 140 milhões de eleitores escolheram seus representantes públicos nas eleições municipais realizadas em outubro.
Em Salvador, o então deputado federal ACM Neto (DEM) foi eleito prefeito da capital, em um pleito recheado de ofensas e impasses. Após aparecer como segundo colocado nas primeiras pesquisas de intenção de voto, o democrata foi ao segundo turno das votações à frente do seu principal concorrente, Nelson Pelegrino (PT). Segundo a Justiça Eleitoral, ACM Neto venceu as eleições com 717.865 votos (53,51%). Após a vitória, o ressurgimento do carlismo na Bahia, estilo de governo associado a Antônio Carlos Magalhães, definido por características conservadoras, passou a ser especulado. Entretanto, isso saberemos na próxima retrospectiva.
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