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Sócio de Youssef, Argôlo é preso por fraude em notas

Publicado sexta-feira, 10 de abril de 2015 às 14:10 h | Atualizado em 21/01/2021, 00:00 | Autor: Paula Pitta
Luiz Argôlo
Luiz Argôlo -
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O ex-deputado Luiz Argôlo (SD-BA) foi preso nesta sexta-feira, 10, durante a 11ª fase da Operação Lava Jato, denominada "A Origem". De acordo com o delegado da Polícia Federal, Márcio Ancelmo, o ex-parlamentar foi preso por suspeita de emissão fraudulenta de notas e em decorrência de uma sociedade com o doleiro Alberto Youssef em uma empresa de locação de equipamentos.

Em agosto de 2014, a ex-contadora de Youssef, Meire Poza, já tinha dito que Argôlo mantinha sociedade com o doleiro em uma empresa com sede em São Paulo, mas os nomes deles não aparecem no contrato social. Na época, ela informou que o ex-parlamentar recebia dinheiro de Youssef e mantinha relação pessoal com ele.

Nesta sexta, policiais federais da Bahia, que realizaram a prisão do ex-deputado na casa dele no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador, não explicaram o envolvimento de Argôlo na Operação Lava Jato. Mas investigações da PF apontavam que ele era cliente do doleiro.

Salvador

Argôlo e sua secretária Élia Santos Hora foram presos em suas casa, respectivamente, nos bairros do Caminho das Árvores e da Barra. De acordo com o delegado Thiago Sena, responsável pelo setor de comunicação da PF na capital baiana, os dois não resistiram à prisão.

Os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências, além do escritório do ex-parlamentar na Avenida Tancredo Neves. Argôlo acompanhou as buscas e depois seguiu para o Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, para ser transferido para Curitiba.

A secretária dele, Élia, foi levada para a sede da PF, em Água de Meninos, e depois encaminhada para o aeroporto, onde se juntaria ao ex-deputado. A advogada dela, Cristiana Costa, disse que a prisão de sua cliente era surpresa e que não foi informada das acusações. Mesmo assim, ela falou que a prisão era injustificada e que desconhecia a relação do ex-parlamentar com Youssef.

Brasil

Além da Bahia, a ação da PF aconteceu também em outros cinco estados (Paraná, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo), além no Distrito Federal. Foram cumpridos três mandados de prisão, sendo três para os ex-deputados Argôlo, Pedro Corrêa (PP-PE) e André Vargas (sem partido), além de 16 mandados de busca e apreensão.

O delegado da PF disse que não há relação na ação desses três agentes políticos. O ex-parlamentar André Vargas e seu irmão Leon Vargas são acusados de serem sócios de uma empresa de publicidade, que era contratada pelo Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal. De acordo com o delegado Márcio Ancelmo, a agência era de fachada e subcontratava empresas que Leon e André são sócios.

Já o ex-deputado Pedro Corrêa, que já é condenado por ação do mensalão, é acusado de receber valores diretamente de Youssef. De acordo com a PF, há comprovação desses pagamentos.

Os detidos na ação desta sexta vão prestar depoimento na sede da PF em Curitiba.

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