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STJ convoca para depor ex-ministro, dois governadores e deputado distrital citados na Operação Navalha

Publicado terça-feira, 29 de maio de 2007 às 00:10 h | Atualizado em 29/05/2007, 00:10 | Autor: Agência Brasil
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Após ouvir o último depoimento dos 47 presos durante a primeira fase da Operação Navalha, da Polícia Federal, a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, decidiu intimar para deporem na quarta-feira (30) o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, os governadores do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSBD), o deputado distrital Pedro Passos (PMDB-DF) e o procurador-geral do Maranhão, Ulisses César Martins de Sousa.

A ministra também determinou o afastamento de três delegados da PF das investigações e que os sigilos bancários de3les sejam quebrados. Os nomes e o motivo para o afastamento não foram revelados, já que o inquérito corre sob segredo de Justiça. 

Eliana Calmon informou ainda que pretende se reunir amanhã (29) com representantes do Ministério Público Federal, a fim de estabelecer a estratégia para a investigação patrimonial da Construtora Gautama e de todos os suspeitos investigados pela Operação Navalha. O horário da reunião não foi divulgado e a imprensa não poderá acompanhá-la, também devido ao segredo de Justiça.

O último dos presos a depor foi o engenheiro Abelardo Sampaio Lopes Filho, diretor do escritório da Construtora Gautama em Alagoas. Ele é o único dos cinco depoentes do dia que permanecerá preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Outros quatro investigados que já depuseram à Justiça e foram mantidos presos são o dono da Construtora Gautama, Zuleido Veras; a diretora comercial da empresa, Maria de Fátima Palmeira, apontada como braço direito de Zuleido;  outro diretor da construtora, Vicente Vasconcelos Coni; e João Manoel Soares Barros, funcionário da empresa no Piauí.

No sábado (26), Zuleido Veras se negou a falar à ministra Eliana Calmon. Ele é apontado pela PF como mentor do grupo que fraudava licitações públicas e desviava recursos federais destinados a programas como o Luz para Todos.

Ao longo de uma semana, apenas o deputado distrital Pedro Passos (PMDB-DF) deixou de comparecer para depor à Justiça. Na terça-feira (22), Passos obteve liminar de habeas corpus concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também se negaram a prestar depoimento Alexandre Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior, sobrinhos do atual governador do Maranhão, Jackson Lago. Os dois foram mantidos presos pela ministra Eliana Calmon e liberados posteriormente por uma liminar de habeas corpus concedida pelo STF.  

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