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‘Vamos retomar os indicadores pré-pandemia ainda este ano’

Secretário fala em entrevista ao A TARDE dos desafios que Salvador tem para virar referência em educação

Publicado segunda-feira, 08 de abril de 2024 às 06:00 h | Autor: Divo Araújo
Thiago Dantas, secretário municipal de Educação
Thiago Dantas, secretário municipal de Educação -

Para se tornar referência nacional na educação, Salvador tem um longo caminho pela frente. Mas os desafios que a capital baiana tem para atingir esse objetivo já começaram a ser enfrentados, conforme afirmou o secretário municipal de Educação, Thiago Dantas, nesta entrevista exclusiva ao A TARDE.

Para tanto, explica ele, a prefeitura vem trabalhando em diversas frentes, a exemplo do investimento na formação de professores ou na melhoria da infraestrutura da rede,  com a ampliação da oferta de vagas através da construção ou reconstrução de 50 novas escolas na cidade.

 “A gente tem uma rede hoje com 140 mil alunos e a gente está falando em criar mais 40 mil vagas. É um crescimento significativo em quatro anos”. Outro grande desafio é recuperar o tempo perdido no aprendizado dos alunos causado pela pandemia da Covid-19. O secretário também está otimista em relação a essa questão, como se pode conferir na entrevista que segue.

O senhor já falou mais de uma vez que é meta sua e do prefeito Bruno Reis  transformar Salvador na capital da educação. O senhor tem por volta de um ano e três meses de gestão, quais foram os passos dados para alcançar esse objetivo?

 A gente pode dividir o conjunto de ações em grupos específicos. Ano passado, nós lançamos um programa chamado Nossa Escola, que tinha três trechos bem definidos. Um eixo voltado para o cuidar, outro para o alfabetizar e o último para o formar. Eram demandas já diagnosticadas na rede e vimos que precisávamos de ações articuladas para enfrentar esses pontos. Começando pelo eixo alfabetizar, nós fomos entender quais eram as principais demandas da rede e, a partir dessa iniciativa, tivemos um cuidado especial em manter o quadro de professores completo. Ano passado, foram mais de mil educadores, professores e coordenadores pedagógicos convocados para reforçar nosso time dentro da sala de aula. Tivemos também uma reestruturação organizacional da Secretaria de Educação. Com isso, a diretoria pedagógica foi bastante fortalecida e a gente passou a ter uma diretoria de pessoas. Com ações concretas, resgatamos um programa de apoio à aprendizagem. E aí o foco era voltar os olhos para recomposição das aprendizagens, em especial por conta dos efeitos que a pandemia trouxe para a educação. Foram dois anos praticamente sem aula que trouxeram efeitos bastante significativos em termos de aprendizagem. A partir desse programa, a gente colocou à disposição da rede um conjunto de estagiários que, aliados aos professores, puderam começar a trabalhar iniciativas específicas focadas na recomposição de aprendizagem. Toda parte de material pedagógico da rede também foi atualizado. A rede tem material próprio e a gente chegou à conclusão de que era o momento de fazer uma atualização. Esse trabalho está em curso, com previsão agora de conclusão no primeiro semestre para que a gente possa trazer o material adaptado às necessidades de Salvador. No eixo cuidar, a gente começou a desenvolver políticas voltadas para um cuidado maior com nosso corpo de colaboradores - educadores e demais atores que participam do processo pedagógico. Isso vai ter uma culminância agora com a previsão de inaugurar, ainda no primeiro semestre deste ano, um centro de apoio e de acolhimento aos educadores que vai funcionar no Comércio. É importante cuidar de quem cuida. Pela primeira vez, a gente passou a contar com psicólogos contratados especificamente para atuar nessa missão. E no eixo formar, uma das grandes entregas de 2023 foi a inauguração de um centro de formação para os educadores. O Centro de Formação Emília Ferreira, inaugurado no ano passado e que este ano tem sido um instrumento para que a gente tenha uma estratégia de formação que permita atender essa necessidade de qualificação da rede e trazer os professores para participar de uma série de momentos de troca e compartilhamento das melhores práticas. É a rede aprendendo com a própria rede e, com isso, buscando recuperar as perdas que a pandemia trouxe. O centro de formação possui equipamentos super modernos e tem sido muito útil como um elemento aglutinador da rede municipal como um todo. Todos esses elementos somados farão Salvador ter uma rede consolidada como referência da educação.

Além das ações de caráter pedagógico, quais foram os principais investimentos na infraestrutura?

Temos, na gestão do prefeito Bruno Reis, 26 novas escolas construídas com padrões de qualidade altíssimos e que não devem  absolutamente nada a nenhuma escola particular. As pessoas, quando vêem essas escolas, muitas vezes não acreditam que é pública. É um padrão novo que está sendo implantado na rede. Na próxima semana a gente vai inaugurar a 27ª escola. E outras 24 já em curso às suas construções ou reconstruções. Algumas escolas passaram por um processo de demolição e agora estão sendo reconstruídas. Outras são novas. Na próxima semana, o prefeito assina uma ordem de serviço para a construção de uma escola nova na região do Ceasa. No final, estamos falando de 50 novas escolas que vão representar um crescimento de 40 mil novas vagas. A gente tem uma rede hoje com 140 mil alunos e a gente está falando em criar mais 40 mil vagas. É um crescimento significativo num período relativamente curto de quatro anos. E os investimentos em infraestrutura seguem com a cobertura de quadras esportivas. Oitenta  escolas serão alcançadas por essa iniciativa. Todas as novas escolas já possuem salas de atendimento educacional especializada, pensando em educação inclusiva. Nos equipamentos que já existiam, nós estamos também fazendo essa construção. E começamos também um ponto que talvez seja hoje a maior demanda da rede em termos de  infraestrutura, que é a climatização da rede. A cada ano que passa enfrentamos um clima cada vez mais quente e a resposta, em termos de infraestrutura, é a climatização da rede, que já está em curso. Temos 100 escolas passando por  um processo de adequação elétrica para começar a receber esses equipamentos. Hoje, por exemplo, tive a informação que uma escola da ilha, escola de Praia Grande, está passando por esse processo de adequação elétrica para que, logo na sequência, os equipamentos sejam instalados. Temos também essa frente de infraestrutura, que é importantíssima, conjugada com a  frente pedagógica. Tudo isso  pensado como etapas necessárias para a  consolidação de Salvador como referência em educação. Outro eixo importante é o fortalecimento do vínculo do aluno com a escola.

Este ano, a gente entregou um kit escolar reforçado, construído a partir do entendimento da necessidade da rede. O prefeito tinha prometido que ia fazer, mas quando esses kits começaram a chegar na escola foi uma surpresa muito positiva. Kits específicos para cada um dos segmentos. A educação infantil, um kit específico. Fundamental 1, 2, outros. Todos esses kits contêm material escolar apropriado para cada uma dessas etapas dos alunos. Houve outra ideia aparentemente simples, mas que gerou muito engajamento. Este ano o leiaute do fardamento é totalmente novo, escolhido pela rede. Foi feito um concurso e foram  colocados vários leiautes para avaliação, A gente fez uma votação, que teve uma participação bastante expressiva. Esses fardamentos foram entregues nas escolas e a gente vê os alunos usando com um sentimento de bastante pertencimento.

O senhor assumiu a pasta de Educação também com o desafio de melhorar o diálogo com os professores. Como está essa relação hoje?

Eu tive a oportunidade de ser por seis anos secretário de Gestão de Salvador. Participava de reuniões que envolviam temas importantes para a categoria. Já tinha construído uma relação especialmente através da APLB, que é o sindicato que representa a categoria. Desde quando assumimos a Educação, o princípio inegociável foi manter uma relação de maior proximidade, respeito e reconhecimento do trabalho dos educadores. É difícil fazer uma auto-avaliação, mas a gente vem nesses pouco de 12 meses construindo uma relação de bastante parceria, saudável, uma relação de troca. Mas, sobretudo, uma relação com propósito idêntico, que é o compromisso de garantir a educação de qualidade para os nossos alunos.

A Câmara Municipal aprovou o reajuste de 8% do magistério na última quarta-feira. Foi um percentual acordado? A categoria ficou satisfeita com o reajuste dado?

Este ano, assim como no ano passado, mais uma vez foi possível construir um entendimento em torno de uma proposta que representou claramente uma valorização, num gesto de reconhecimento do trabalho dos educadores. O magistério teve um reajuste diferenciado em relação aos demais servidores. O prefeito Bruno Reis tem reafirmado que, sem os professores e coordenadores pedagógicos, não é possível fazer uma educação de qualidade. Da parte da prefeitura tem sido feito o máximo esforço para garantir isso, não apenas nesses investimentos todos que dizem respeito às condições para exercer a educação, mas também numa perspectiva de valorização em termos salariais.

Uma das grandes preocupações de todas as redes de educação,  seja ela estadual ou municipal, é a evasão escolar. Como essa questão está sendo tratada em Salvador?

De fato, a evasão escolar é sempre um tema que é preciso ter atenção redobrada. Esse ano, vamos restabelecer um programa que a rede já tinha e que foi descontinuado durante a pandemia, chamado Agente da Educação. Inclusive a seleção dos estagiários que fazem parte deste programa já aconteceu e eles já foram encaminhados para as escolas. Hoje, a gente está na fase final de formatação das etapas de formação e implantação da estratégia de monitoramento. Realmente, a evasão é algo que precisa ser encarado com bastante seriedade. Através tanto do monitoramento digital, mas principalmente com a criação de incentivos para que os alunos tenham interesse e as famílias reconheçam a escola como um caminho importante na construção do plano de vidas dos estudantes. A gente também está na fase final de ter um sistema que permita o monitoramento diário. Um sistema de diário online que faz uma série de registros, dentre eles a frequência. Esse diário permite a coleta de dados para otimizar essas intervenções e evitar que a evasão aconteça.

O senhor falou de incentivos para que o estudante compareça à escola. Quais seriam eles?

Esses incentivos acontecem de várias formas. A garantia do professor na sala de aula é um deles. Se o aluno chegar para estudar e o professor não estiver lá será uma grande desafio mantê-lo na escola. Quando há um investimento forte no kit escolar , no fardamento, na melhoria da infraestrutura. Como a gente falou aqui, com cobertura de quadras, com a construção das salas de atendimento educacional especializado. Quando a gente parte para fazer uma climatização, para construir um currículo que seja atrativo. A gente vê tudo se configurar de maneira bastante positiva para alcançar esse objetivo.

O senhor falou da pandemia e Salvador foi uma das últimas capitais a retornar às aulas. O déficit de aprendizado dos alunos ainda é muito grande? Falta muito para recuperar esse tempo perdido?

Estamos agora em fase de efetiva utilização de outra ferramenta chamada Nossa Escola em Dados, que é um repositório de informações completas, detalhadas e atualizadas dos nossos indicadores de aprendizagem. Em 2020 nós não tivemos aulas e, em 2021, as aulas começaram ali já praticamente em agosto e setembro. Mas está havendo um processo gradual de crescimento. A gente pega 2022 como primeiro ano em que teve uma normalidade no seu transcurso. E, quando a gente compara 2023 com 2022, a gente já percebe um ganho muito significativo em termos de indicadores de aprendizagem. É fato que ainda há muito trabalho a ser feito ao longo de 2024. Mas, com todas essas ações em curso, a gente imagina que esse ganho vai ser ainda maior. Ao final de 2024, a gente vai poder fazer um balanço e entender exatamente em que pé a gente está. Mas, de acordo com as informações que temos hoje, podemos dizer que vamos retomar os indicadores pré-pandemia ainda este ano, que é algo bastante positivo para a rede de Salvador.

Um dos pilares colocados como prioridade pelo Ministério da Educação é a educação integral. Como esta questão vem sendo tratada em Salvador?

Salvador aderiu  ao programa de educação integral, em tempo integral, proposto pelo MEC. O que foi ofertado para Salvador foi uma contrapartida relacionada a criação de quatro mil novas vagas em tempo integral. Isso foi feito. Criamos e preenchemos as quatro mil vagas. A educação integral em tempo integral de fato é uma diretriz que termina abarcando tudo que a gente falou. Um currículo diferenciado, que gere um interesse maior dos alunos. Que permita que o processo de ensino e aprendizagem seja otimizado e fortaleça o vínculo dos alunos com a escola. É uma diretriz que a gente está buscando ampliar. Quando a gente fala da criação das 40  mil vagas, isso nos dar a oportunidade de pensar ainda mais o tempo integral. As escolas que foram inauguradas este ano, todas elas são de tempo integral. É uma diretriz que o prefeito Bruno Reis tem colocado como prioritário. A partir de todos esses investimentos vamos buscar ampliar ainda mais a participação do tempo integral dentro da grade da rede municipal da educação.

No ano passado a gente teve uma série de ataques em  escolas pelo Brasil. Isso acabou gerando uma sensação muito grande de insegurança. O que a prefeitura tem feito para minimizar essa sensação nas escolas da rede municipal?

Quando a gente falou do Programa Nossa Escola um dos eixos era o cuidar. E, dentro do cuidar, têm duas ações voltadas para focar justamente nessa questão de segurança nas escolas. A gente pode dizer que, de modo geral, a escola é um ambiente muito seguro. Mas sempre é importante reforçar todo tipo de providência, porque a segurança é um valor absolutamente inegociável. Foi implantada a Patrulha Escolar, uma parceria com a Guarda Civil Municipal. Temos rondas diárias da Guarda Municipal nas escolas fazendo ali um trabalho de acompanhamento preventivo de possíveis ocorrências. Em havendo alguma ocorrência que demande algum tipo de intervenção, a guarda estará de prontidão com efetivo destacado para atender. Fizemos investimentos  bastante significativos também em videomonitoramento. O maior problema que a gente precisa lidar hoje diz respeito a arrombamentos, vandalismo que acontecem no período onde não está tendo aula. A partir do mapeamento das escolas onde havia a maior ocorrência desses casos, e com a implantação desse videomonitoramento, nós praticamente zeramos esses episódios de vandalização das escolas. Tudo isso contribui para a segurança do ambiente escolar.

A proibição do uso de telefones celulares dentro da sala de aula vem ganhando cada vez mais defensores não só no Brasil, mas no mundo. Qual é a sua opinião sobre isso? Salvador vai tomar alguma providência nesse sentido?

Já vimos algumas cidades que adotaram providências e que editaram normas sobre o assunto. É  um tema que a gente está discutindo. A educação digital é uma vertente de atuação da Secretaria Municipal de Educação. Este ano, foram distribuídos chromebooks para todas as escolas. Laboratórios móveis, de modo que todas escolas estão equipadas com essa tecnologia para poder implementar educação digital. Mas a discussão sobre o uso de celular nas escolas para fins não-pedagógicos é de fato super pertinente. O caminho é avançar para deixar essa regra muito clara. Os celulares não podem se tornar ferramentas de dispersão dos alunos que estão nas escolas participando das atividades e assimilando aqueles conteúdos necessários para o seu crescimento.

Na Assembleia Legislativa já tramita um projeto proibindo o uso de celulares nas escolas do Estado. Há alguma proposição similar na Câmara Municipal?

 Não tenho conhecimento, mas estamos fazendo discussões internas sobre a melhor forma de abordar o assunto. Novamente, em construção com a rede vamos chegar ao entendimento do que é melhor para rede municipal de Salvador e tomar uma providência que esteja em conformidade com esse entendimento.

Salvador tem uma cultura e uma história afro muito fortes. Como essa herança vem sendo tratada dentro da rede municipal?

A pauta de educação antirracista está presente nas nossas discussões diárias como parte também da reformulação da secretaria.  Todo trabalho de atualização do material de referência de nossa rede perpassa por incorporar nele elementos de educação anti-racista. Algo que está no nosso cotidiano. No ano passado, fizemos uma mostra criativa em comemoração ao marco anual de aniversário da legislação que trata do tema. Ela determina que a prefeitura tenha isso incorporado na sua grade curricular. É um tema super importante, que merece toda nossa atenção e é objeto das ações que perpassam aqui pela coordenadoria e toda estratégia da rede, que é vocacionada para ser veículo de propagação de letramento racial na educação antirracista.

Falando sobre a educação inclusiva, a prefeitura distribuiu esta semana óculos com uma tecnologia nova para alunos que não enxergam. Como é esse projeto?

Educação inclusiva é outra  pauta supersensível e prioritária para a Rede Municipal de Educação. Hoje temos uma gerência específica que cuida da inclusão. Uma série de ações estão acontecendo e elas passam desde um planejamento de formação que visa alcançar todos os educadores e demais atores da rede. Ontem, tivemos uma ação específica, um entrega super-simbólica, uma ação concreta voltada para os nossos alunos cegos, nossos educadores cegos. Foi à distribuição de óculos que embutem uma tecnologia que permite que eles acessem o mundo da leitura. Não só no mundo da leitura, mas nas suas diversas interações com a  vida cotidiana. Reconhecimento de pessoas, leitura de cédulas. Foi  um marco que diria muito importante e ao mesmo tempo emocionante. E dentro de uma estratégia ampla de elaboração de uma política voltada para educação inclusiva. Hoje, temos um grupo de trabalho encarregado de formular uma política voltada para educação inclusiva, passando também pelo fortalecimento das parcerias que nós temos com a AMA e outras entidades que tem na sua agenda de missão institucional a educação inclusiva. Há uma série de ações em curso que convergem para dar a primazia necessária à educação inclusiva na rede municipal de Salvador.

A prefeitura tem também o programa Dinheiro Direto na escola. Porque é importante fortalecer a autonomia das escolas?

A nossa premissa é que a escola é o centro do processo pedagógico. E é importante assegurar a autonomia da gestão escolar. O programa Dinheiro Direto nas Escolas destina 15 milhões de reais que são repassados diretamente às unidades para que elas possam elaborar o seu plano de ação, o seu planejamento de investimento. E,  a partir daí, que elas possam tocar suas iniciativas. Isso fortalece o processo como um todo. Essa iniciativa foi construída ao longo do ano passado. Este ano, fizemos a parte toda de distribuição de cartões e da disposição dos recursos. Estamos monitorando os gastos. É algo que vem também para fortalecer e reconhecer a escola como centro do processo. Investir na aprendizagem e dando autonomia às escolas para que elas tenham condições de produzir iniciativas, tanto pedagógicas quanto de ordens e assuntos de interesse da escola. E, com isso, possam de fato se configurar como centro do nosso processo de ensino e aprendizagem.

Para concluir, a gente sabe que a participação da família no processo escolar é de fundamental importância para que o aluno se desenvolva. Existe algum projeto para aproximar a família da escola?

O próprio Dinheiro na Escola, como é um programa que depende do conselho escolar, traz a família para discussão do processo. E não apenas essa iniciativa, mas outras que fomentam a participação da família na escola. De fato, a participação da família na escola é decisiva. Muito em breve vamos lançar um programa chamado Colo para Mãe, que é  voltado justamente para atender as mães de crianças com deficiência dentro desse esforço do vínculo da família com a escola. Assim como essas tantas ações que buscam deixar claro o papel da família e o quanto a gente aprecia que a família participe desse processo como fortalecimento da educação de Salvador de uma maneira geral.

Raio-X

Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Thiago Martins Dantas atuou como advogado da União, lotado na Procuradoria do Espírito Santo e na Consultoria Jurídica do Ministério da Defesa. Foi também nomeado procurador da Fazenda Nacional.Entrou para a Procuradoria do Município em 2011 e chefiou a representação do órgão na Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz). Foi secretário municipal de Gestão em Salvador durante seis anos. Desde janeiro de 2023, é secretário municipal de Educação de Salvador.

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