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Wagner defende ministério “conservador”

Publicado sexta-feira, 28 de novembro de 2014 às 09:05 h | Atualizado em 28/11/2014, 09:05 | Autor: Biaggio Talento
Jaques Wagner
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O governador Jaques Wagner (PT) considerou correta a estratégia da presidente Dilma Rousseff de colocar no seu próximo ministério pessoas consideradas conservadoras, como a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), cotada para a pasta da Agricultura, e o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP), que pode assumir o Ministério das Cidades.

“Se os ditos setores conservadores, a direita, não abraçaram a campanha dela (Dilma), então eu acho que a gente deveria valorizar quem desses setores abraçou a campanha. E a Kátia, que passou até na CNA (Confederação Nacional da Agricultura), sempre defendeu, fez campanha desde a primeira hora (para a presidente). Então, de uma certa forma é uma pessoa de confiança da Dilma, que tem uma ponte para fazer do lado de lá”, disse.

Do mesmo modo, Wagner justificou que Kassab, por ser de um partido, o PSD, que apoiou a petista “o tempo todo”, tem o direito de integrar o primeiro escalão do governo. “É claro que quem trabalhou na campanha dela quer se ver representado no governo”, disse o governador ontem à tarde, pouco antes de ser homenageado pela Central Única dos Trabalhadores na Bahia.

As críticas feitas por setores de esquerda que apoiaram Dilma sobre o suposto tom conservador do ministério, para Wagner, decorrem de uma “leitura equivocada” das eleições. Ele lembrou que a vitória da petista ocorreu “fundamentalmente com os nossos, mas com os aliados também”. Por essa razão não é possível “desprezar os aliados”, pois é necessário “dialogar com vários setores”.

Ele reforçou: “O fato de setores conservadores terem reagido (na campanha eleitoral) à nossa proposta, não que dizer que você vai amputar o diálogo com eles”.

Citando novamente a futura ministra da Agricultura, disse que “o fato de trazer uma pessoa como a Kátia Abreu, que tem um vínculo claro com o agronegócio e com a CNA, não quer dizer que esse será o tom do governo”.

Com Kátia Abreu, Dilma, na visão de Wagner, “está abrindo uma porta para fazer um diálogo com outro segmento”. Diz que a proposta da presidente “não é fazer o que o Aécio (Neves, candidato do PSDB) tentou fazer na campanha, ‘nós e eles’: queremos governar o Brasil com toda a sua diversidade. Essa diversidade tem que se sentir representada no governo”.

Lembrou que, na área agrícola, o governo tem também o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), “que dialoga muito mais com a agricultura familiar e o MST. Então, no MDA (o ministro) sempre foi uma pessoa mais vinculada aos movimentos sociais”. Repetiu que já foi convidado por Dilma para integrar o ministério. “Só não me posicionou em qual”.

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