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APÓS DEDETIZAÇÃO ILEGAL

Justiça determina prisão de presidente da Câmara de Ilhéus

A ordem foi expedida no sábado pelo juiz da Vara da Fazenda Pública da cidade

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Vereador Abraão teve prisão decretada pelo juiz da Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, no sábado
Vereador Abraão teve prisão decretada pelo juiz da Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, no sábado - Foto: CMI

O presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, o vereador Abraão (PDT), teve sua prisão decretada pelo juiz da Vara da Fazenda Pública da cidade, Alex Vinicius, pelo crime de falsidade ideológica em documento público. A decisão foi expedida na noite de sábado, 1, após inspeção judicial que constatou uma dedetização irregular no prédio da Casa Legislativa. A informação é do site Políticos do Sul da Bahia.

Segundo a publicação, Abraão fechou a Câmara alegando a necessidade de dedetização, com isso a mesa diretora não cumpriu decisão judicial que determinava a suspensão da eleição da atual mesa diretora, realizada em dezembro de 2022.

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Conforme a Justiça, ficou constatado que, ao contrário do que foi comunicado pela mesa diretora, a dedetização foi iniciada na Câmara apenas às 11h40 do sábado.

“A inspeção constatou que não foi realizada nenhuma “dedetização” na data de ontem, 31/03/2023; portanto, o serviço público da Câmara teve o expediente suspenso por nenhum motivo razoável/plausível. A suposta empresa de “dedetização” chegou, hoje, 1/04/2023, por volta das 11h e 20 min, terminando o serviço cerca de 20 min após. Ou seja, cerca de 20 (vinte) minutos antes da chegada desse Magistrado, como determinado no despacho de id no 378950129”, sinaliza o juiz.

O proprietário da empresa dedetização ainda informou que não realizava o serviço no local há mais de cinco anos. O juiz salientou que o edil trouxe uma série de danos à sociedade. "obstrução da justiça agindo com deslealdade processual, pagamento de remuneração a servidores sem a contrapartida da prestação do serviço; prejuízo à comunidade local com o fechamento de um serviço público; gasto público sem o correspondente processo de pagamento e colocação em perigo da saúde das pessoas, 'dedetizando' um prédio sem qualquer tipo de cautela e sem ter conhecimento de que tipo de produto foi usado”.

O Portal A TARDE entrou em contato com a Polícia Civil que informou que "até o momento não houve prisão relacionada ao fato. A 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Ilhéus) investiga o caso".

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