PÓS-GRADUAÇÃO
Afinal, qual o momento ideal para fazer uma pós-gradução?

Abertura de novas oportunidades de carreira, desenvolvimento pessoal, experiência educacional, aumentos de salários e ampliação da chamada networking, ou, rede de relacionamento. Segundo especialistas, esses são os principais motivos que levam profissionais já graduados a optarem por fazer uma pós-graduação.
Quanto ao momento exato de iniciá-la, a professora e coordenadora do núcleo no Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet), Núbia Ribeiro, orienta: “Se logo após concluir a graduação, o indivíduo já estiver inserido no mercado de trabalho, ele deve esperar por, pelo menos, um ou dois anos. Isso, para que ele possa fazer uma escolha fundamentada”, observa Núbia. Porém, se ele não estiver empregado, um mestrado profissionalizante é uma opção mais interessante, pois essa modalidade de ensino tem um enfoque voltado mais para o mercado, explica a coordenadora.
Para a superintendente de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Católica do Salvador, Maria Julieta Fontes, a escolha do momento para se iniciar a formação pós-graduada depende dos objetivos e da trajetória do profissional recém-formado. “Se ele pretende uma formação mais acadêmica é bom que ele faça o mais rápido possível a pós-graduação. Já, se ele pretende ter uma formação mais técnica é conveniente primeiro ter alguma experiência profissional antes de fazer a pós-graduação”, afirma.
De acordo com a diretora técnica e consultora profissional da Ativa Recursos Humanos, Sônia Costa, os profissionais não podem mais parar de estudar. “Essa é uma realidade do mercado e também a finalidade da vida: adquirir conhecimento. Temos visto como prática comum as pessoas iniciarem de imediato uma pós-graduação. Só assim elas têm a chance de obter uma aproximação mais real com a área de atuação”, ressalta.
Ainda segundo ela, grande parte das empresas que querem recrutar novo pessoal exige, já de saída, que o candidato possua títulos de especialização. E mais: “Não é de qualquer instituição de ensino, não. Eles costumam ser específicos quanto ao estabelecimento de ensino em que devem ter sido cursadas a graduação e a pós-graduação, além da experiência adquirida. Não reconhecem profissionais de qualquer faculdade”, disse.
Para isso, a consultora recomenda cautela na escolha da instituição de ensino em que for estudar. Analisar a grade curricular do curso, conversar com profissionais que já estudaram no local e até mesmo analisar a administração do estabelecimento são, segundo ela, medidas de segurança. “Consultar o site da Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação, que visa a melhoria da pós-graduação brasileira - e verificar a nota da avaliação da instituição também é recomendável”, alerta Sônia.
Carine Cidade é especialista em marketing, consultora de Recolocação e Outplacement da Catho e atualmente faz pós-graduação em língua espanhola. Da graduação à primeira especialização optou por um intervalo de três anos. “É importante que o profissional tenha consciência do que quer para si. Além disso, é fundamental que ele escolha escolas de ponta, levando em conta também o corpo docente da instituição”, aconselha Carine.
Serviço:
Capes - www.capes.gov.br