PÓS-GRADUAÇÃO
Atenção à qualidade da pós-graduação

Leia também:
>> Esforço do estudante é essencial
A escolha de uma pós-graduação é um momento delicado, pois a opção por um curso de qualidade duvidosa pode significar o desperdício do tempo do estudante. É por isso que é necessário observar critérios como o programa, o corpo docente e a infra-estrutura da instituição, para se certificar da utilidade de sua pós.
No caso dos cursos stricto sensu (mestrado e doutorado), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) realiza uma avaliação anual, atribuindo notas em relatórios divulgados no site. "Os estudantes devem procurar o conceito do curso perante a Capes para saber sobre sua qualidade", afirma Marcelo Embiruçu, coordenador de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Outros itens também devem ser observados, ressalta Embiruçu. "A solidez da instituição, qualidade do corpo docente, produção científica, infra-estrutura disponível em termos de laboratórios, acesso a biblioteca, publicações periódicas também são importantes", explica.
Lato sensu - Um fator importante para a escolha das especializações e MBAs, conhecidos como pós-graduação lato sensu, é sua relação com o mercado. "O aluno precisa pesquisar a imagem e o reconhecimento da instituição no mercado, conversar com pessoas que estejam fazendo o curso e analisar seu programa", recomenda Maria Alice Farias, coordenadora de pós-graduação do Centro Universitário Jorge Amado.
A qualidade do corpo docente também conta pontos, afirma Luiz Pontes, pró-reitor de pós-graduação da Unifacs (Universidade Salvador). "O que faz o diferencial de uma pós-graduação é justamente a qualidade dos professores", diz. O estudante deve ainda observar se os docentes, principalmente de disciplinas práticas, possuem experiência no mercado de trabalho.
O curso lato sensu deve ter uma carga horária destinada a atividades práticas, mas Maria Alice acredita que é importante dar atenção também aos conhecimentos teóricos. "Isso dá competência de análise crítica ao profissional. Só uma parte prática não adianta. No dia-a-dia do trabalho ele se depara com situações complexas e necessita de conhecimento para lidar com elas", ressalta a coordenadora.