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ECONOMIA

Amargou! Café é o vilão da cesta básica de Salvador em 2025

Entre os 12 itens, o produto teve a maior alta registrada na capital baiana

Luiza Nascimento

Por Luiza Nascimento

30/01/2026 - 13:46 h

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Imagem ilustrativa da imagem Amargou! Café é o vilão da cesta básica de Salvador em 2025
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Presença quase obrigatória na mesa dos brasileiros, o café em pó foi o item da cesta básica de Salvador com maior alta no valor no ano passado. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), obtidos pelo A TARDE, entre os meses de dezembro de 2024 e 2025, o produto teve uma alta de 48,14%.

Além do café, outros 11 produtos registraram elevações, com destaque para o tomate (19,81%), a banana (11,59%) e o pão francês (5,79%).

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Lista de elevações registradas

  • Café em pó (48,14%);
  • Tomate (19,81%);
  • Banana (11,59%);
  • Pão francês (5,79%);
  • Carne bovina de primeira (4,46%);
  • Farinha de mandioca (0,28%).

No mesmo período, os itens que apresentaram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-24,05%), açúcar cristal (-12,58%), leite integral (-8,04%), óleo de soja (-4,49%), feijão carioca (-3,47%) e manteiga (-0,39%).

Cesta básica de Salvador - dezembro de 2025

De acordo com os dados da Dieese, em dezembro de 2025, o preço da cesta básica da capital baiana apresentou alta de 1,55% em relação a novembro e ficou em R$ 607,48. O valor representa uma alta de 4,04% em comparação ao mesmo mês de 2024.

Entre novembro e dezembro de 2025, quatro produtos tiveram aumento nos preços médios: tomate (10,20%), banana (5,69%), carne bovina de primeira (2,49%) e óleo de soja (1,44%).

Em contrapartida, oito itens apresentaram queda: arroz agulhinha (-3,10%), leite integral (-2,93%), açúcar cristal (-2,26%), manteiga (-1,48%), farinha de mandioca (-1,10%), café em pó (-0,97%), pão francês (-0,90%) e feijão carioca (-0,57%).

O levantamento aponta que, no último mês, o trabalhador remunerado com um salário mínimo (R$ 1.518,00), precisou trabalhar 88 horas e dois minutos para adquirir todos os itens da cesta.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em dezembro de 2025, 43,26% da renda para adquirir a cesta. Em novembro do ano passado, esse percentual correspondeu a 42,60% da renda líquida e, em dezembro de 2024, a 44,70%.

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Recorte nacional

Não foi só em Salvador que o preço do café em pó subiu. Houve um aumento em todas as capitais, sendo Porto Alegre a que mais se impactou, com 58,90%.

A justificativa foi um mercado marcado por altos preços e volatilidade, quando as cotações foram sustentadas pelos estoques globais ajustados, pela expectativa de menor produção no Vietnã, pelas incertezas quanto à safra brasileira e pela tarifação por parte dos Estados Unidos.

O problema também tem relação com os fatores climáticos que afetaram as lavouras nos últimos anos, como geadas, secas e temperaturas elevadas. Devido à soma se fatores, com menos grãos disponíveis no mercado, os preços ficaram mais altos.

A alta do preço do café acabou fazendo com que o consumo do produto no mercado brasileiro caísse. Segundo os dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo da bebida caiu 2,31% entre os meses de novembro de 2024 e outubro de 2025 em comparação com o mesmo período anterior, passando de 21,9 milhões de sacas de 60 kg em 2024 para 21,4 milhões.

A previsão Abic é de que o valor continue em alta em 2026 pois, mesmo com a expectativa de boa safra e, consequentemente, uma maior oferta, os estoques mundiais estão esvaziados e a colheita deve ser usada para recompor as reservas.

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Tags:

café em pó cesta básica Inflação mercado de café preços alimentos Salário Mínimo

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