Busca interna do iBahia
HOME > SALVADOR
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

SALVADOR

De pais para filhos: famílias mantém viva a tradição de Iemanjá em Salvador

Celebração atravessa gerações no 2 de fevereiro

Luiza Nascimento e Victoria Isabel

Por Luiza Nascimento e Victoria Isabel

02/02/2026 - 8:45 h | Atualizada em 02/02/2026 - 9:14

Siga o A TARDE no Google

Google icon
Ludmila e sua filha, Olivia
Ludmila e sua filha, Olivia -

Mais do que uma celebração religiosa, a Festa de Iemanjá se torna um espaço de transmissão cultural no Rio Vermelho, onde os pais apresentam aos filhos os símbolos e valores que atravessam gerações no 2 de fevereiro.

Moradora do bairro, Ludmila conta que sua aproximação com Iemanjá é relativamente recente, mas ganhou força com a vivência na Bahia. Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), ela explica que o contato com as religiões de matriz africana e com a própria festa despertou o desejo de participar todos os anos, sempre ao lado dos dois filhos.

Tudo sobre Salvador em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

“Eu não sou praticante da religião, mas admiro muito. É uma festa bonita e faz parte da cultura de Salvador e da Bahia”, afirma.

Ludmila e sua filha, Olivia
Ludmila e sua filha, Olivia | Foto: Luiza Nascimento/Ag. A TARDE

Para Ludmila, trazer as crianças para a celebração vai além da religiosidade. É um gesto de pertencimento e reconhecimento das raízes culturais. “Acho importante eles terem contato com essa cultura desde cedo, para entenderem de onde a gente vem e respeitarem nossas tradições”, completa.

A filha Olivia, de nove anos, acompanha a mãe com entusiasmo e se encanta com os rituais da festa. “Eu adoro ver os pescadores indo de barquinho entregar as oferendas para Iemanjá. É muito bonito”, diz.

A transmissão da fé de geração em geração também faz parte da história de Geisa, que participa da festa desde a infância. Para ela, o 2 de fevereiro sempre foi um compromisso familiar. “Desde criança é uma tradição. A gente vem para a alvorada, toma café, mingau e agora eu posso trazer meu filho também”, conta.

O pequeno Heitor, que já participou da festa ainda na barriga da mãe, agora começa a viver a celebração por conta própria. “É importante para ele entender nossas tradições, o que é fé, o que é acreditar e se doar”, explica Geisa.

Geysa e o pequeno Heitor
Geysa e o pequeno Heitor | Foto: Luiza Nascimento/Ag. A TARDE

Já para Mayra, a relação com Iemanjá é marcada por um momento de profunda transformação. Ela conta que durante a pandemia, encontrou na orixá e no mar um espaço de cura e acolhimento. “Foi na praia que eu encontrava meu lugar de descanso e de força”, relembra.

Agora, ela vivencia o 2 de fevereiro ao lado da filha Maya, que participa da festa pela primeira vez. “Sem fé a gente não vai para lugar nenhum. Cada um tem sua crença, sua forma de amar e de receber esse amor. Ter fé é ter esteio na vida”, reflete.

Mayra e sua filha, Maya
Mayra e sua filha, Maya | Foto: Luiza Nascimento/Ag. A TARDE

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

crianças família festa de Iemanjá Iemanjá Tradição

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Ludmila e sua filha, Olivia
Play

Terreiro pichado em Salvador convoca ato contra o racismo religioso

Ludmila e sua filha, Olivia
Play

Polícia Civil ocupa Centro Histórico de Salvador e apreende drogas

Ludmila e sua filha, Olivia
Play

Cliente relata ter sido vítima de racismo em supermercado de Salvador

Ludmila e sua filha, Olivia
Play

Americano morto em Brotas passava férias em Salvador com esposa baiana

x