LAVAGEM DO BONFIM
Entre Oxalá e Senhor do Bonfim, baianas celebram sincretismo religioso
Lavagem reúne elementos do catolicismo e candomblé há mais de 200 anos

Por Victoria Isabel e Luiza Nascimento

Marcada pelo sincretismo religioso, a Lavagem do Bonfim, celebrada nesta quinta-feira, 15, une o catolicismo, através da devoção ao Senhor do Bonfim, e o candomblé, com as homenagens a Oxalá.
Responsáveis por representar as religiões de matriz africana durante todo o cortejo, que vai da Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia até a Igreja do Senhor do Bonfim, principalmente na tradicional lavagem da escadaria, as baianas são fundamentais para a celebração.
Ao portal A TARDE, Noelia Pires, de 67 anos, explica a importância histórica da celebração, que existe há mais de 200 anos.
"Houve essa mistura desde o início dos tempos, pelo país ser muito católico, e o povo escravizado não podia comemorar, não podia endeusar seus deuses africanos. Por isso, não podia acontecer e há esse sincretismo religioso há décadas", comemorou.

Solange Monteiro, de 61 anos, acompanha a festa desde os 15, pois é uma tradição da sua família há gerações.
"Eu frequento essa festa com a minha avó, a minha mãe, que é mãe de santo, e minha tia, que é mãe de santo. Então, para eu estar hoje aqui, eu agradeço muito", celebrou.

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