EXONERAÇÃO
Léo Kret é demitida da prefeitura após ser alvo de operação por desvio de dinheiro
Ex-vereadora era diretora de políticas para pessoas LGBTQIAPN+ da Semur


A ex-vereadora de Salvador e diretora de políticas para pessoas LGBTQIAPN+ da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), Léo Kret, foi demitida na manhã desta terça-feira, 26, do cargo em que exercia na pasta após ser alvo da Operação Sponsor, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).
A informação foi confirmada pela prefeitura de Salvador, por meio de uma nota enviada à imprensa, nesta manhã, horas após a operação. De acordo com o comunicado, as demissões seguem "a recomendação do órgão ministerial".
"Em relação à operação do Ministério Público estadual (MP-BA) desta terça-feira (26), a Prefeitura de Salvador informa que, seguindo a recomendação do órgão ministerial, as servidoras citadas serão exoneradas. A gestão municipal salienta que colabora com a apuração para que todos os fatos sejam esclarecidos", diz a nota.
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Léo Kret passou a ser alvo do órgão após as investigações apontarem que a ex-vereadora estaria envolvida no desvio de verbas públicas que deveriam ser destinadas ao patrocínio de eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ por meio de associação de fachada.
De acordo com os promotores de Justiça, a associação teria recebido mais de R$ 1,1 milhão do Município de Salvador, sendo que parte desses recursos teria beneficiado integrantes da associação.
Os valores deveriam viabilizar eventos em 57 bairros de Salvador, além do apoio a 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público localizado no Empresarial Thomé de Souza, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, em uma associação e endereços ligados a cinco pessoas físicas, entre elas servidores do Município de Salvador.
Quem é Léo Kret?
Léo Kret se destacou como dançarina da banda de pagode Saiddy Bamba. Ela conquistou o público com o seu molejo e o clássico bate-cabelo.
Após o sucesso, a dançarina decidiu migrar para vida pública, quando em 2008, ela foi eleita com 12.860 votos, tornando-se a primeira vereadora transexual da Câmara Municipal de Salvador (CMS).
Ela tentou retornar ao Legislativo nas eleições de 2024, mas não conseguiu se eleger. Na disputa pelo PDT, recebeu 6.153 votos e ficou na primeira suplência do partido.


