MOBILIDADE
Salvador cobra mais caro que São Paulo e Rio no transporte público
Novo valor da tarifa de ônibus em Salvador (R$ 5,90) começou a valer nesta segunda-feira, 5

Por Yuri Abreu

O novo valor da tarifa de ônibus em Salvador (R$ 5,90) começou a valer já nesta segunda-feira, 5, e deixou usuários contrariados, especialmente após o reajuste ter ocorrido logo após a virada de 2025 para 2026 e o último aumento ter ocorrido há um ano (de R$ 5,20 para R$ 5,60) — segundo a Prefeitura, a medida está prevista em contrato.
O ponto é que a capital baiana possui a maior tarifa entre as capitais da região Nordeste, além de estar acima das duas maiores cidades do país: São Paulo e Rio de Janeiro.
Enquanto a capital paulista passou a adotar o valor de R$ 5,30 nos ônibus e R$ 5,40 no metrô e nos trens — que começam a valer a partir desta terça-feira, 6 — o Rio de Janeiro passou a cobrar a tarifa de R$ 5.
Nordeste
Quando o comparativo é feito com as capitais da Região Nordeste a diferença de valores também chama atenção. Fortaleza passou de R$ 4,50 para R$ 5,40 - tarifa começou a valer no último dia 1º.
Em Recife, ainda não houve definição sobre o assunto. Na capital pernambucana, o último aumento foi em janeiro do ano passado, com a tarifa passando de R$ 4,10 para R$ 4,30 do chamado Anel A, que é utilizado por mais de 80% dos passageiros.
Confira o valor das demais tarifas de ônibus nas capitais do Nordeste:
- Aracaju: R$ 4,50
- Maceió: R$ 4
- João Pessoa: R$ 5,20
- Natal: R$ 4,90
- Teresina: R$ 4
- São Luís: R$ 4,20
Mais caras que Salvador
Com a quinta tarifa mais cara do país, Salvador fica apenas atrás no quesito de quatro capitais: Florianópolis (R$ 7,70), Belo Horizonte (R$ 6,25), Manaus (R$ 6) e Curitiba (R$ 6).
Como justificativa para elevação no valor da tarifa na capital baiana, a Prefeitura de Salvador afirmou que os desafios enfrentados pelo sistema de transporte público em todo o país contribuíram para o processo.
Por outro lado, ressaltou os investimentos realizados no setor, como renovação da frota, retomada de linhas suspensas após a integração com o metrô e criação de novos itinerários. Além disso, ajustes "operacionais continuam sendo feitos para ampliar o número de viagens e reduzir o tempo de espera".
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