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Após confirmação de 1º caso, mais 10 pacientes são diagnosticados com superfungo

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Estado de saúde dos infectados é desconhecido | Foto: CDC | Divulgação
Estado de saúde dos infectados é desconhecido | Foto: CDC | Divulgação - Foto: CDC | Divulgação

Menos de um mês após o primeiro caso, outras dez pessoas foram infectadas com o superfungo, resistente à maioria dos tratamentos, Candida Auris (C. auris), na Bahia.

>>Superfungo identificado em Salvador mata 39% dos contaminados, aponta pesquisa

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Os dez novos pacientes estavam na mesma unidade de saúde, um hospital particular da capital baiana, onde o primeiro caso foi descoberto. O estado de saúde dos infectados também é desconhecido.

Em curso ministrado ao laboratório Sabin, em Salvador, o médico Luiz Carlos Santos afirmou que a transmissão pode ocorrer por contato direto, equipamentos e/ou superfícies contaminadas e de pessoa para pessoa. Casos de Candida Auris foram registrados em diversos países como EUA, Espanha, Reino Unido, Paquistão, Índia, Venezuela, África do Sul, Israel e outros.

No Brasil, o primeiro caso foi notificado no dia 7 de dezembro de 2020, em amostra de ponta de cateter de um paciente internado na UTI adulta de um hospital. De acordo com Luiz, o fungo é perigoso por possuir resistência às três classes de antifúngicos mais utilizadas, sendo então, difícil de ser combatido por se tratar de um fungo que se comporta como uma bactéria.

Ele pontua ainda que o superfungo, ao contrário dos demais de sua família, apresenta indícios de que pode ser transmitido diretamente de pessoa para pessoa, e de sobrevivência por longos períodos em superfícies, o que significa que, com frequência preocupante, ele pode ser encontrado em estruturas de cuidados médicos e equipamentos.

O C. auris pode causar infecção em corrente sanguínea e outras infecções invasivas no sistema respiratório, no nervoso central,na pele e órgãos internos. De difícil identificação laboratorial, a sua não detecção precoce pode implicar em maior disseminação no cenário hospitalar.

Ao redor de todo o mundo, estima-se que as infecções fúngicas de C. auris tenham matado entre 30 a 60 % dos pacientes. Até o momento não existe relato de doentes contaminados em outros locais do Brasil.

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