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CENÁRIO NO SUS

Desafio de compra de insulina acende alerta de saúde na Bahia

Sesab precisou fazer aquisição do fármaco com recursos do tesouro estadual

Da Redação
Por Da Redação
Sesab detalha situação de estoque de insulina na Bahia
Sesab detalha situação de estoque de insulina na Bahia - Foto: © Marcello Casal Jr | Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira, 15, que assinou um contrato de aquisição emergencial de 1,3 milhão de unidades de insulina para o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Na Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) alerta para o risco de falta do fármaco em três meses e meio, em resposta dada ao Portal A TARDE.

A Sesab ainda explica que os recursos para a aquisição de insulina do tipo "Análoga de Ação Ultra Rápida" saíram do tesouro estadual. Em todo o estado, o estoque adquirido pela pasta priorizará pacientes grávidas e crianças menores de 4 anos.

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"O Ministério da Saúde, que é o responsável pela aquisição e distribuição do fármaco para todo o território nacional, tem encontrado dificuldades na aquisição centralizada. A ausência de fornecedores nas licitações nacionais provoca um risco de desabastecimento e a consequente interrupção dos tratamentos. O estoque adquirido pela Sesab priorizará pacientes grávidas e crianças menores de 4 anos, cadastradas nas unidades conveniadas ao CEAF- Componente Especializado da Assistência Farmacêutica", diz a Sesab.

Cenário nacional

O Ministério da Saúde disse que o quantitativo adquirido de forma emergencial é suficiente para o tratamento de mais de 67 mil pacientes. No entanto, a previsão é que a primeira entrega seja realizada até 9 de julho.

O órgão ainda explica que existe o desafio da aquisição da insulina análoga de ação rápida, usada no tratamento do diabetes mellitus tipo 1, que concentra de 5% a 10% das pessoas diagnosticadas com a doença no país.

“A expectativa, a partir do diálogo constante com as secretarias estaduais de saúde e monitoramento intenso por parte do ministério em parceria com o Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde], é que seja possível manter o abastecimento igualitário na rede SUS até o início de junho a partir do remanejamento entre os entes federados. Além disso, o Ministério da Saúde vem ressarcindo os estados que possuem pauta vigente para aquisição direta do fármaco.”, diz o Ministério da Saúde, em nota.

Com relação a as insulinas regulares que são de maior demanda no SUS, usadas em pacientes com diabetes tipo 2 e demais variantes, a pasta diz que existe uma quantidade de fármaco "adequada".

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