SAÚDE
Dia Mundial de Doenças Raras expõe necessidade de atenção maior aos pacientes


Neste domingo, 28, foi lembrado o Dia Mundial de Doenças Raras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma doença é classificada como rara quando atinge até 65 pessoas em um grupo de 100 mil indivíduos. No Brasil, a estimativa é que 13 milhões de pessoas convivam com alguma condição rara.
Segundo o diretor médico da Roche Farma Brasil, Lenio Alvarenga, a data traz a necessidade de visibilidade dos pacientes com doenças raras.
"O mais importante de comemorar esta data é tomar conscientização como sociedade e que a gente não pode não fazer nada quanto a estes pacientes. Precisamos nos mobilizar para conseguir para este paciente o que ele precisa", disse Lenio Alvarenga durante entrevista nesta segunda-feira, 1º, para o 'Isso é Bahia', na rádio A TARDE FM.
Dificuldade de diagnóstico
Conforme o especialista, além do número de incidência, as doenças raras tem algumas características em comum, entre elas: afetar a qualidade de vida, serem doenças crônicas e possuir uma 'jornada de diagnósticos'.
"O paciente com doença rara, normalmente, passa por vários diagnósticos intermediários, várias consultas médicas, até o paciente saber o que ele apresenta", pontua.
Além disso, o médico Lenio Alvarenga também destacou, durante a entrevista, a importância de capacitar os médicos para identificarem o mais cedo possível uma doença rara em um paciente.
"Como sociedade, a gente se atenta sempre ao que é mais comum e nem sempre o que é raro. É importante trabalhar bastante com treinamento dos profissionais de saúde, mas sabemos que vai precisar de uma ação coordenada de toda sociedade", finaliza.