SUPERAÇÃO
Do tratamento à maratona: como o esporte ajudou Ana a vencer o câncer
Inspirados na maratonista Ana Gabriela, a Clínica AMO e o Hospital da Bahia mostram como o exercício é parte da prescrição médica

Completar os 42.195 quilômetros de uma maratona exige disciplina, preparo físico e uma força mental inabalável. Para a engenheira civil e professora universitária Ana Gabriela Saraiva, de 53 anos, cruzar a linha de chegada na Maratona de Madrid, realizada no dia 26 de abril, teve um significado ainda maior: foi a celebração da 16ª maratona após um diagnóstico que mudou sua trajetória, mas não sua essência.
Em 2015, aos 42 anos, Ana Gabriela recebeu o diagnóstico de câncer de mama. O tratamento impôs desafios severos: 25 sessões de radioterapia e hormonioterapia por três anos, procedimentos conhecidos pelos fortes efeitos colaterais.
No entanto, ela encontrou na corrida de rua não apenas um esporte, mas uma rede de apoio e uma ferramenta de resistência.
“Eu pratico corrida de rua, que é uma atividade coletiva, e isso me trouxe benefícios físicos e psicológicos durante o tratamento. Foi uma grande rede de apoio. Não senti efeitos colaterais como cansaço e fadiga. Consegui manter minha rotina e encontrei no meu grupo de corrida o incentivo e apoio psicológico que precisava. Dessa forma, o câncer não se tornou um fardo para mim”, relembra.
A evolução da ciência e o papel das instituições de saúde
A história de Ana Gabriela, embora extraordinária, reflete uma mudança de paradigma na oncologia moderna. O tempo em que o repouso absoluto era a única recomendação para pacientes oncológicos ficou para trás.
Hoje, instituições de referência no mundo todo, como a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e, no Brasil, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), já colocam o exercício físico como parte essencial do cuidado oncológico.
É neste cenário de medicina baseada em evidências e cuidado integral que a Clínica AMO e o Hospital da Bahia, ambos administrados pela Rede Américas, segunda maior rede de hospitais privados do Brasil, atuam de forma coordenada e complementar ao longo de toda a jornada do paciente, da prevenção à cura.
A evidência científica e a oncologia integrativa na Clínica AMO

A oncologista Mayana Lopes, especialista em tumores de mama da Clínica AMO, explica que os benefícios do exercício físico não são apenas nos sintomas, mas também influencia diretamente o desfecho oncológico.
“A prática regular de atividade física reduz a inflamação sistêmica, melhora a sensibilidade à insulina, atua na modulação hormonal (especialmente estrogênio), além de impactar no microambiente tumoral e na imunidade”, detalha.
Mayana traz dados para destacar que “estudos demonstram que mulheres fisicamente ativas podem ter redução de até 40% no risco de recidivas e melhorar a sobrevida global. O movimento deixou de ser evitado e passou a ser prescrito”.
Na Clínica AMO, referência em oncologia e saúde da mulher, essa visão multidisciplinar é estruturada, conforme conta Lopes.
“O cuidado não começa no diagnóstico, ele começa antes. A promoção de hábitos saudáveis faz parte da estratégia de atenção integral. Na prática, a atividade física hoje é integrada ao plano de tratamento da mesma forma que outras intervenções de suporte, envolvendo psicologia, nutrição e fisioterapia”.
A oncologista destaca ainda o aspecto emocional, vivenciado por Ana Gabriela.
“Os grupos, como os de corrida, funcionam como rede de apoio, espaço de pertencimento e importantes ferramentas de enfrentamento. A paciente deixa de ser apenas alguém em tratamento e passa a ser protagonista do próprio processo.”
Além de estimularem a atividade física como parte importante da prevenção e do tratamento, a Clínica AMO e o Hospital da Bahia também apoiam eventos que estimulam o movimento, o bem-estar e a saúde global.
No próximo dia 16/5, as marcas vão patrocinar a 1ª Corrida Noturna de Rua do Yatch, com um estande para visitação e ativações para os participantes.
A segurança e a complexidade hospitalar do Hospital da Bahia

Se o exercício traz benefícios inquestionáveis, a sua prática durante o tratamento oncológico exige cautela e acompanhamento médico especializado.
O exemplo de Ana Gabriela, correndo maratonas, pode parecer distante para muitos pacientes, e a segurança tem de ser prioridade máxima.
A coordenadora de cardiologia do Hospital da Bahia, Tais Sarmento, enfatiza que a avaliação rigorosa é indispensável.
“O tratamento do câncer representa um estresse importante ao organismo, especialmente ao sistema cardiovascular. Mesmo exercícios de menor intensidade exigem uma resposta hemodinâmica adequada. É necessário identificar fatores de risco prévios, presença de cardiopatias silenciosas, capacidade funcional e possíveis limitações impostas pelo próprio tratamento”, disse Sarmento.
Muitos agentes quimioterápicos, terapias-alvo e a radioterapia podem provocar cardiotoxicidade, como disfunção ventricular e arritmias. No Hospital da Bahia, que conta com excelência em média e alta complexidade, além de atendimento de urgência 24h, a cardiologia atua preventivamente com a oncologia.
“Essa parceria permite identificar precocemente qualquer sinal de toxicidade e ajustar condutas de forma ágil”, explica Sarmento.
Ela detalha como a fisiologia do corpo ativo responde melhor. “O organismo fisicamente ativo apresenta maior reserva funcional e melhor eficiência cardiovascular. Isso reduz a percepção de fadiga e favorece a recuperação”.
A integração: do rastreamento à cura
O objetivo primordial da atuação conjunta entre Clínica AMO e Hospital da Bahia é oferecer uma linha de cuidado completa, articulada e humanizada, que coloca o paciente no centro das decisões. Essa atuação coordenada reúne expertise e suporte tecnológico avançado.
Mayana Lopes conclui que a integração permite um cuidado contínuo e coordenado, o que se traduz em “diagnóstico rápido e integrado, discussão multidisciplinar de casos, acesso a tratamento de alta complexidade de forma mais ágil, além da continuidade do cuidado no pós-tratamento. Essa integração garante que a paciente seja acompanhada do rastreamento à cura e além dela”.
Essa conexão entre prevenção, tratamento e reabilitação impacta diretamente o desfecho clínico.
“A linha de cuidado completa amplia a segurança terapêutica e melhora de forma significativa a qualidade de vida, sempre com foco em um cuidado mais humano e resolutivo”, diz a cardiologista.
Para Ana Gabriela, que continua se desafiando e fazendo seu acompanhamento periódico, o segredo foi ter profissionais que valorizam e entendem os benefícios da atividade física não só para o tratamento, mas para toda a vida.
Uma jornada de cuidado completo em Salvador
Consolidada como a segunda maior rede hospitalar privada do Brasil, a Rede Américas nasceu da associação entre grandes players da saúde suplementar nacional (Amil e Dasa).
Com uma robusta presença em diversos estados, a rede se destaca por oferecer medicina de excelência, com foco em alta complexidade, infraestrutura de ponta e um modelo de cuidado integrado. Seu compromisso é colocar a humanização no centro de todas as etapas da jornada do paciente.
Em Salvador, essa jornada de cuidado completo é materializada através da atuação coordenada de unidades-referência sob sua administração:
- Clínica AMO é referência em oncologia clínica e hematologia, oferecendo atendimento humanizado, integral e multidisciplinar. Atua na atenção primária e ginecologia preventiva, realizando diagnósticos integrados também com foco saúde da mulher.
- Hospital da Bahia, com 20 anos de atuação, a unidade oferece serviços de média e alta complexidade, infraestrutura moderna com parque tecnológico avançado, equipe multidisciplinar altamente qualificada e pronto atendimento de urgência e emergência 24 horas.
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