Busca interna do iBahia
HOME > SAÚDE
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

SAÚDE

Nova injeção contra HIV: Anvisa autoriza remédio aplicado semestral

Aprovação é considerada um marco histórico por especialistas

Isabela Cardoso

Por Isabela Cardoso

12/01/2026 - 18:51 h
Embora seja injetável e preventivo, o lenacapavir não é uma vacina
Embora seja injetável e preventivo, o lenacapavir não é uma vacina -

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde, nesta segunda-feira, 12, para o lenacapavir, o primeiro medicamento injetável de longa duração para prevenção e tratamento do HIV no Brasil.

Comercializado sob o nome Sunlenca, o fármaco do laboratório Gilead Sciences revolucionou a medicina ao exigir apenas duas aplicações por ano.

Tudo sobre Saúde em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

A aprovação é considerada um marco histórico por especialistas, já que o medicamento oferece uma proteção superior à PrEP oral (comprimidos diários), facilitando a adesão ao tratamento e à prevenção.

Prevenção e tratamento

A autorização da Anvisa contempla dois públicos específicos:

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP): Destinada a pessoas soronegativas (com mais de 12 anos e peso acima de 35 kg) que buscam prevenir a infecção. Em estudos clínicos, a eficácia chegou a 100% em mulheres cis e 96% em grupos diversos.

Tratamento de resgate: Focada em pacientes que vivem com HIV e que desenvolveram resistência a outras classes de antivirais, oferecendo uma nova chance de supressão viral para casos complexos.

Injeção semestral vs. Comprimidos diários

Atualmente, o SUS oferece a PrEP em comprimidos, que é altamente eficaz, mas exige disciplina rigorosa para ingestão diária. O lenacapavir elimina esse entrave logístico.

"É um medicamento inovador, com mecanismo de ação totalmente novo, o que amplia de forma concreta as opções de prevenção e tratamento disponíveis. Agora, o próximo passo é discutir acesso, incorporação e sustentabilidade, especialmente no SUS", afirma Alexandre Naime Barbosa, chefe do departamento de Infectologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

O desafio do acesso e o preço no Brasil

Apesar do entusiasmo da comunidade científica, o custo é a principal barreira. Nos EUA, o tratamento anual gira em torno de US$ 28 mil (cerca de R$ 150 mil).

No Brasil, os próximos passos incluem:

  • CMED: Definição do preço máximo de venda.
  • CONITEC: Avaliação de custo-efetividade para possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Um ponto de polêmica é a exclusão do Brasil dos acordos de licenciamento para genéricos em países de baixa renda, o que pode encarecer a chegada do remédio à rede pública.

Por que não é uma vacina?

Embora seja injetável e preventivo, o lenacapavir não é uma vacina. Enquanto as vacinas estimulam o sistema imunológico a produzir suas próprias defesas, o lenacapavir é um antiviral de longa duração que circula no sangue e bloqueia a replicação do vírus diretamente. Se as aplicações forem interrompidas, a proteção cessa.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

anvisa HIV PrEP injetável PrEP oral

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Embora seja injetável e preventivo, o lenacapavir não é uma vacina
Play

Vídeo: centenas de peixes são encontrados mortos no Dique do Tororó

Embora seja injetável e preventivo, o lenacapavir não é uma vacina
Play

Catu: moradores denunciam precariedade em posto de saúde improvisado

Embora seja injetável e preventivo, o lenacapavir não é uma vacina
Play

Pacientes com doenças crônicas ficam sem passe livre em Feira

Embora seja injetável e preventivo, o lenacapavir não é uma vacina
Play

Setembro também é Roxo: ação reforça luta contra a fibrose cística

x