Passageiro acusado de circular em metrô infectado desmente médico

De acordo com o jornal espanhol 20minutos o passageiro negou que sofra da doença e desmentiu a história contada pelo médico

Publicado quarta-feira, 03 de agosto de 2022 às 19:58 h | Atualizado em 03/08/2022, 19:58 | Autor: Da Redação
Passageiro com varíola dos macacos andando de metrô em Madri, na Espanha, deixou médico chocado
Passageiro com varíola dos macacos andando de metrô em Madri, na Espanha, deixou médico chocado -

No último sábado, após uma publicação no Twitter, na qual o médico espanhol Arturo Henriques, denunciava a presença de um passageiro com sinais de varíola dos macacos no metrô de Madri. De acordo com o seu relato, ele chegou a questionar o passageiro sobre a infecção, que teria respondido: “Eu tenho isso, mas minha médica não me disse que eu tinha que ficar casa. Basta usar uma máscara”.

De acordo com as informações publicadas pelo jornal espanhol 20minutos, essa semana o protagonista da fotografia compartilhada por Henriques, junto com o relato, negou que sofra da doença e desmentiu a história contada pelo médico.

O homem negou categoricamente que essa conversa tenha acontecido e compartilhou que tem neurofibromatose, uma doença que o acompanha desde o nascimento e que causa lesões em suas extremidades.

Ainda segundo o períodico, é comum o homem ter seu estado de saúde questionado por outros passageiros no metrô. Quando isso acontece, ele explica seu diagnóstico, que causa o crescimento de tumores nos nervos e que não é contagioso. “Por isso, posso dizer que nunca falei com esse suposto médico”, defendeu-se.

Ainda de acordo com o rapaz, ele pega o primeiro metrô saindo de Villaverde Alto e está sempre sentado, o que significa que seria “impossível” Henriques ter tirado uma fotografia sua em pé no metrô, às 6h20. Por último, o homem se define como uma pessoa muito cuidadosa, que usa todos os equipamentos de proteção necessários e recebeu todas as vacinas para evitar infectar a si mesmo e as outras pessoas com coronavírus.

Logo após ser divulgada a versão do passageiro, Arturo Henriques restringiu o acesso às suas publicações no Twitter, que antes era aberto. Foi por meio desta rede social que ele compartilhou a história, a suposta conversa com M.A.R.M e alertou que o uso de máscara não seria suficiente para proteger contra a transmissão da doença, visto que a varíola dos macacos é diferente da Covid.

A monkeypox é transmitida por secreções. Isso ocorre em especial pelo contato com lesões da pele. Por isso, o caso gerou repercussão em diversos países, incluindo o Brasil.

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