SAÚDE
Prevalência de dismorfia muscular em mulheres de academia

Por Equipe Nutrição & Boa Forma | Agência Estado
O nível de preocupação causado pela insatisfação com a imagem pode variar entre os indivíduos, algumas vezes levando a interferência no seu funcionamento cotidiano e até mesmo a um grande número de transtornos psiquiátricos, incluindo os transtornos alimentares, a fobia social, o transtorno de identidade de gênero e o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). A distorção da imagem corporal compreende a percepção do próprio corpo como mais pesado ou maior do que ele realmente é, sobretudo após a comparação com modelos de beleza na mídia.
O TDC é considerado um transtorno de procedência obsessivo compulsiva, tanto pela obsessão por musculatura, quanto pela compulsão aos exercícios físicos, principalmente ao treinamento de força e, a constante distorção da imagem corporal, concomitantemente ao uso de recursos ergogênicos. Além disso, a vigorexia pode produzir uma importante mudança nos hábitos e nas atitudes dos indivíduos, notadamente na questão alimentar, na qual ocorre uma mudança radical na dieta. Considerando que a dependência da autoestima feminina na aparência torna as mulheres mais vulneráveis à imagem corporal negativa e aos seus efeitos.
Os comportamentos são variáveis e ilimitados: bronzeamento artificial, dietas frequentes, exercícios excessivos e uso de esteroides anabolizantes caracterizando o TDC, hábito de tocar ou medir partes do corpo comparando sua aparência com a de pessoas famosas, comprarem em excesso produtos de beleza ou roupas, ler sobre a aparência física e o corpo. As mulheres com essa patologia têm algumas características em comum: têm uma imagem distorcida do próprio corpo, pegam pesado na musculação sem se preocupar com danos que isso pode causar e chegam a ficar deprimidas quando não podem malhar.
Referências
VARGAS, C.S. et al. PREVALÊNCIA DE DISMORFIA MUSCULAR EM MULHERES FREQUENTADORAS DE ACADEMIA. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo. v. 7. n. 37. p.28-34, 2013.
Por Joyce Rouvier
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