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Saiba as diferenças entre rinite alérgica e resfriado

Wynne Carvalho
Por Wynne Carvalho
Imunização permite evitar os incômodos provocados pelo vírus influenza
Imunização permite evitar os incômodos provocados pelo vírus influenza - Foto: Manu Dias l Agecom

Com a chegada do inverno, é comum que as pessoas comecem a sentir, por exemplo, algum tipo de irritação no nariz. É nesse instante que muita gente se pergunta: "Trata-se de crise de rinite ou resfriado?". Os sintomas são muito parecidos e, por isso, é preciso atenção para diferenciá-los.

O otorrinolaringologista e vice-presidente da Sociedade Baiana de Otorrinolaringologia, Marcos Juncal, explica a diferença:

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"A rinite é a inflamação da mucosa nasal por contato com alérgenos ou por exposição à mudança de clima em pessoas que tenham essa predisposição. Já o resfriado é caracterizado pela infecção da mucosa nasal por vírus, que causam sintomas mais restritos ao trato respiratório superior, e é comumente associado ao choque térmico onde acontece o resfriamento corporal" , esclarece o especialista.

Sintomas

Médico pneumologista e coordenador do serviço de Pneumologia do Hospital Português, Octávio Messeder, relata que é importante se atentar para os sintomas em ambos os casos.

"Uma importante diferença entre resfriado comum e rinite alérgica, é a duração dos sintomas. No primeiro a sintomatologia tem geralmente duração curta, como é uma virose, de uma a duas semanas" , contou o médico.

Ele detalha as especificidades da rinite alérgica afirmando que "esta pode ocorrer em qualquer época do ano, embora possa ser sazonal. Em países com estações do ano bem definidas existe mais concentração de alergénos em épocas de polinização" , disse.

Outro fator interessante citado pelo pneumologista Octávio Messeder é que, na rinite alérgica, os sintomas têm maior duração e se repetem com frequência a depender da susceptibilidade da pessoa, ou seja, ser muito alérgica.

"É o caso do paciente que se queixa que "só vive gripado", mas, provavelmente, está sofrendo de rinite alérgica", atenta.

Apesar de poderem ser facilmente confundidos, o otorrinolaringologista Marcos Juncal afirma que aspectos como a febre podem ajudar no diagnóstico.

"A história do paciente e os sintomas, geralmente mais restritos ao trato respiratório superior ou indícios mais diversificados, às vezes acompanhado de febre, podem orientar o médico ao diagnóstico da rinite (primeiro caso) ou da gripe, como no segundo caso" ,explicou Juncal.

Prevenção

A alergologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos de São Paulo, Yara Mello, conta que a confusão acontece por que as reações do organismo para garantir a imunidade e expulsar as "substâncias invasoras" é semelhante.

"A diferença é que a gripe e o resfriado possuem agravantes como febre, dor no corpo, mal estar e indisposição" , disse.

Entre os fatores preventivos citados pela médica então: evitar lugares aglomerados, úmidos e embolorados; deixar sempre a janela aberta para circulação do ar em ambientes fechados; lavar as mãos constantemente; e não levar as mãos sujas aos olhos e, principalmente, ao nariz, entre outros.

O médico Octavio Messeder acrescenta que uma pessoa com rinite alérgica pode identificar situações que deflagram os sintomas.

"Por exemplo, exposição a animais, especialmente, gatos, perfumes e odores fortes e exposição à poeira doméstica (rica em ácaros). Deve-se manter sempre o ambiente limpo", recomenda o especialista.

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