SAÚDE
Teste detecta salmonela em carne bovina

Por Eric Ulbrich | A TARDE SP
A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) anunciou que foram encontrados microrganismos prejudiciais à saúde, Salmonella sp. e Listeria monocytogenes, em 26 amostras de carnes bovinas, embutidos e cortes de frango. As amostras foram colhidas em redes de supermercados no estado de São Paulo e submetidas a testes durante o mês passado.
O contrafilé Friboi (JBS) teve amostra positiva para Salmonella e contrariou a legislação, que prevê ausência desse microrganismo em 25g do produto, sendo considerado impróprio para o consumo humano, de acordo com os padrões microbiológicos para carnes in natura, resfriadas ou congeladas de bovinos, suínos e outros mamíferos previstos na RDC 12/2001. A bactéria também foi encontrada em três lotes de sete amostras de hambúrgueres da empresa Transmeat, avaliada nos testes realizados pelo Ministério da Agricultura.
O estudo encontrou, ainda, a presença de Listeria monocytogenes em cinco amostras analisadas: contrafilé (Naturafrig), picanha bovina (Fri Alto e Better Beef); fraldinha (Marfrig) e filé de peito de frango (Seara). Apesar de indivíduos saudáveis serem altamente resistentes à infecção por L. monocytogenes, esse patógeno se destaca como objeto de grande preocupação para as agências de saúde pública. pois possui alta taxa de mortalidade (variando entre 20 e 30%), entre os pacientes imunocomprometidos, gestantes, idosos e neonatos.
A Polícia Federal (PF) iniciou, em março de 2017, uma investigação denominada "Operação Carne Fraca". Sua principal denúncia referia-se à comercialização de carne adulterada no mercado interno e externo, apontando as maiores empresas do ramo - JBS, dona das marcas Seara, Swift, Friboi e Vigor, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão.
A investigação da PF descobriu a comercialização de carne estragada, mudança das datas de vencimento dos produtos e alteração do aspecto e uso de produtos químicos, supostamente cancerígenos, para a revenda da carne estragada por mais de 30 empresas alimentícias do Brasil. Além disso, apontou agentes do governo, acusados pela liberação das carnes em condições insalubres, segundo o Ministério da Agricultura.
O Brasil possui um dos maiores rebanhos comerciais do mundo, com 254 milhões de cabeças de gado. O País é o segundo maior produtor e terceiro maior consumidor de carne bovina.
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