DIA MUNDIAL DO CAFÉ
Você está tomando café do jeito certo? Especialista explica cuidados no consumo
Bebida pode ser aliada da saúde física e mental, mas exige atenção

O café, uma das bebidas mais consumidas no mundo, vai muito além de um simples aliado para espantar o sono. Rico em compostos bioativos, ele pode trazer benefícios importantes para a saúde física e mental, desde que consumido com moderação. É o que explica o nutricionista Haroldo Lordello em entrevista ao portal A TARDE, nesta terça-feira, 14, dia em que é celebrado o Dia Mundial do Café.
Benefícios para o corpo e a mente
Segundo o especialista, o principal componente do café é a cafeína, substância que atua diretamente em áreas do cérebro ligadas ao estado de alerta e atenção.
“Isso confere ao café a capacidade de neutralizar radicais livres, que são associados a danos celulares, principalmente no cérebro. Alguns estudos associam essa propriedade a menor risco de desenvolvimento de doenças de memória como o Alzheimer”, explica.
Outro ponto positivo é o impacto no metabolismo. A cafeína contribui para a melhora na captação de glicose, auxiliando no controle da glicemia.
Efeito diurético e ação termogénica
Haroldo também destaca que o café tem efeito diurético, podendo ajudar no controle da pressão arterial e na redução da retenção de líquidos. Já sua ação termogênica está ligada ao aumento do gasto calórico, sendo apontada como um possível coadjuvante na perda de peso.
Qual a melhor horário para consumir?
Apesar dos benefícios, o horário de consumo pode fazer diferença, principalmente na qualidade do sono.
Segundo Haroldo Lordello, estudos recentes indicam que mesmo pessoas que acreditam não sofrer interferência relatam maior cansaço quando consomem café após o meio da tarde.
“Pessoas que ingerem café após as 14h ou 15h tendem a relatar mais cansaço ao longo do dia”, explicou.
Por outro lado, pesquisas também mostram que o consumo até oito horas antes de dormir não afeta significativamente a qualidade e a duração do sono.

Erros comuns no consumo
Um dos principais equívocos, segundo o nutricionista, é o consumo excessivo ao longo do dia na tentativa de aumentar a energia.
“Sem dúvidas, o maior erro é consumir altas quantidades de café buscando mais energia. O café não é uma bebida energética, já que não tem calorias”, alertou.
Ele explica que a sensação de disposição é causada pelo aumento do estado de alerta promovido pela cafeína e não por um fornecimento real de energia. Em excesso, o efeito pode ser contrário ao esperado, prejudicando a concentração, o raciocínio e até o relaxamento.

Há uma quantidade ideal?
O consumo exagerado também pode trazer desconfortos físicos. Por ser uma bebida ácida, o café pode causar:
- dor abdominal
- naúseas
- agravar quadros de gastrite
- impactar nagetivamento no sono
Segundo o especialista, a resposta ao café varia de pessoa para pessoa, mas há uma recomendação considerada segura.
“A estimativa é de cerca de 400 ml de café coado por dia, divididos em três a cinco doses de aproximadamente 80 ml cada”, orientou.
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