NOSTALGIA
Retrogaming: Por que os trintões preferem o Super Nintendo ao PS5?
Em meio a tecnologias mais sofisticadas presentes em novos consoles, há quem prefira "diminuir o ritmo" e curtir os clássicos

Mesmo com "Playstations" e "Xboxes" ditando o ritmo do mercado dos games nos últimos anos, especialmente com os seus gráficos ultrarrealistas, que chamam a atenção dos seus jogadores, há quem esteja fazendo o caminho inverso, voltando aos chamados videogames clássicos, a exemplo do Super Nintendo, Mega Drive, Nintendo 64, Playstation 1 e 2 e afins.
A principal queixa é a de que os games atuais fazem o papel que deveria ser feito pelo próprio controlador do jogo. A bronca é de uma geração que cresceu decorando mapas, errando fases por muitas vezes e tendo de encarar a tela "Game Over" quando as vidas acabavam.
Era você por você
Entre os anos 1980 e a primeira metade dos anos 2000, não havia tutoriais, vídeos no YouTube ou aquela ajuda da inteligência artificial para entregar o caminho das pedras. Lembra do Super Mario World? O jogo era iniciado com cinco vidas e a habilidade era o ponto forte. Se todas elas fossem perdidas, teria que começar tudo de novo.
Atualmente, com as facilidades concedidas pelos games, o jogador não tem a mesma paciência e o caminho é certo: correr para a internet e descobrir "a manha" para passar daquela parte do jogo que já estava dando nos nervos.
Ausência de interação
Outro ponto para quem está se tornando amante dos games antigos é o fato de eles trazerem aquela convivência "offline". Isso porque os consoles vinham com pelo menos dois controles, tornando as disputas presenciais entre amigos mais interessantes.
Porém, com a possibilidade dos jogos online proporcionada pelos videogames atuais, essa interação ficou pra trás. Antigamente, havia grandes reuniões entre amigos ou familiares. Atualmente, a queixa é que se cada um tem acesso a internet e o mesmo console, qual a necessidade de sair de casa pra jogar junto?
Repetição de ciclos
De acordo com o colecionador Thiago Moura, o fenômeno não é novo e constantemente se repete. “Como aconteceu com os adultos da geração 80 e 90, agora as crianças dos anos 2000 estão adultas, com seu próprio dinheiro, podendo realizar sonhos de infância. É normal reviver a nostalgia, seja com games, brinquedos ou filmes”, afirmou ele ao portal Leia Já.
Para quem viveu a era dos cartuchos e dos CDs riscados, voltar aos antigos consoles é mais que passatempo: é reconexão com um tempo em que o esforço valia mais que o gráfico.
Preço
Mas, além dessa nostalgia, o que tem trazido à tona novamente os games vintage está relacionado ao preço. Enquanto os jogos mais antigos eram acessíveis, os atuais tem um custo muito elevado.
Alguns consoles, a exemplo do Playstation 5, custam o valor de uma moto nova. Além disso, há outro gasto: o do conserto, caso haja quebra. Por outro lado, jogos de Mega Drive e Super Nintendo estão disponíveis, de graça, na internet, tornando a diversão ainda mais barata.
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