TURISMO
Aventura e sossego no verão de Itacaré

Por Daniela Castro*

O Mahalo Surf Eco Festival reuniu 140 surfistas de 17 países entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro. Neste domingo, 21, chegou ao fim a maratona gastronômico do festival Sabores de Itacaré, que mobilizou 37 restaurantes e promoveu aulas-show durante dois fins de semanas.
Isso é só para você ter ideia do que perdeu, mas não precisa perder a calma. O verão está apenas começando, e Itacaré, localizada no sul da Bahia, continua sendo um bom destino para quem quer surfar e passar bem à mesa.
Não apenas isso. A cidade também acolhe quem procura praias sem onda para o banho ou esportes de aventura como tirolesa e arvorismo. Comprinhas e baladas noturnas também podem entrar no roteiro, a depender do objetivo e do bolso do viajante.
Sombra e água fresca
Quem está com a conta bancária mais azul e quer sombra e água fresca não pode deixar de conhecer Itacarezinho. O acesso à praia se dá pelo restaurante de mesmo nome, que cobra R$ 30 pelo uso do estacionamento e outros R$ 50 de consumação mínima. Se for um casal em busca de um quiosque mais reservado, com divãs confortáveis, aí sobe para R$ 400.
A cozinha é comandada pelo chef mineiro Clécio Campos, que sugere pratos como o Camarão a Provençal (R$ 65), entradinha feita com crustáceo de água doce e ingredientes locais.
"Privilegiamos os produtos da própria fazenda, como o palmito de pupunha, tomate e abóbora", garante o chef.
Para acompanhar, o visitante escolhe entre uma cerveja Original - única no formato 600 ml, por R$ 16 - ou uma caipirosca feita com vodca Absolut, que fica nos R$ 26. Uma porção de batata frita vale R$ 30.
Conforto
Não, Itacarezinho não é um passeio para qualquer bolso. Mas o secretário municipal de turismo, Júlio Oliveira, pondera: "Não posso dizer que um destino é caro só porque eu não posso pagar. Ali, você paga pelo conforto de um espaço privativo, onde não corre o risco de levar uma bolada, por exemplo".
Este risco é iminente se o visitante escolher ficar na Praia da Concha, onde parte da faixa de areia serve de campo para o bom e velho baba dos nativos.
Mas também corre-se o risco de encontrar cerveja gelada na faixa dos R$ 4 aos R$ 7 e uma porção de lambreta no bafo por R$ 18, disponíveis em uma diversidade de barracas.
Em uma delas, Costa do Sol, vale dar uma passadinha nem que seja para conhecer o garçom-figura On-Line. Ele prefere explicar o apelido do que revelar o nome verdadeiro: "É porque não fico off-line nunca. O wi-fi aqui pega mais do que visgueira de jaca", diz ele.
Aliás, a internet surge como isca para fisgar os transeuntes, que são abordados a cada dois passos. Mas quem prefere estar conectado com a natureza pode trocar os eletrônicos pelo remo e encarar o caiaque ou a prancha de SUP, por R$ 30 a hora. Os instrutores Wellington Van Damme e Sheik é que mandam no pedaço.
* A repórter viajou a convite da Secretaria de Turismo de Itacaré
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