TURISMO
Efeitos do óleo em Salvador são de médio prazo, aponta secretário de Turismo


O secretário de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Claudio Tinoco, afirma que ainda não há uma mensuração dos impactos das manchas de óleo no fluxo turístico na capital baiana.
Em entrevista ao programa Isso É Bahia, o titular da Secult estima que os efeitos são de médio prazo. “As pessoas têm viagens programadas. E neste caso, quando as manchas de óleo começaram a chegar a Salvador no início de outubro, já tínhamos alguns eventos pré-agendados. Salvador é um destino que não vive só de sol e praia. É um destino de cultura e história, de gastronomia, temos diversos outros atrativos, como a própria plataforma de eventos. Isso tudo faz com que Salvador não dependa exclusivamente da praia”, avalia.
O secretário também acredita que os impactos virão a partir de dezembro. “As pessoas estão definindo suas viagens nesse momento. Estamos monitorando junto à Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), que está em contato com as ABAVs em cada um dos mercados emissores e identificando se as agências estão tendo a percepção de cancelamentos ou da queda de busca. Nosso prazo para essa análise é 15 de novembro, porque é quando as pessoas começam a definir o futuro para as festas de fim de ano e para o verão”, apontou.
O óleo que atinge praias do litoral no nordestino chegou a Salvador em 11 de outubro.