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TURISMO

Expedição Chile: da história do povo ao Parque Nacional Conguillio

Thaís Seixas*

Por Thaís Seixas*

16/02/2020 - 11:52 h | Atualizada em 21/01/2021 - 0:00
Pedra vulcânica faz parte do cenário do lago Arco-Íris | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE
Pedra vulcânica faz parte do cenário do lago Arco-Íris | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE -

A Expedição Chile traz hoje a mistura de cultura a aventura. Isso porque vamos conhecer um pouco mais sobre o povo Mapuche, que habita a região de Araucanía há cerca de 300 anos, e desvendar o Parque Nacional Conguillio, com seus lagos, trilhas, montanhas e cachoeiras.

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A primeira parada do dia é em uma Ruka, casa tradicional Mapuche, onde tomaremos um café da manhã especial. Os Mapuches – que significa ‘gente da terra’ – estão espalhados por todo o território chileno, mas é na cidade de Curacautin que há maior concentração de representantes deste povo, que habita a região há cerca de 300 anos.

Imagem ilustrativa da imagem Expedição Chile: da história do povo ao Parque Nacional Conguillio
| Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE
Ruka reconstitui casa tradicional dos Mapuches | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE

Na ruka, somos recebidos por Sandra Huechulao, uma legítima Mapuche, e Zené Zamorano, descendente de espanhóis, mas que se uniu à comunidade por ser amigo de um integrante há mais de 30 anos.

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| Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE
Sandra e René contam história do povo Mapuche | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE

A ruka que visitamos reconstitui elementos característicos das habitações originais, entre eles o fogareiro localizado no centro da construção, onde normalmente as famílias se reuniam para interagir e se alimentar, e placas com palavras na língua nativa ‘mapudungun’.

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| Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE
Ruka reúne placas com idioma Mapuche | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE

A presença dos mapuches é identificada por meio de duas bandeiras: uma representa a própria comunidade, e a outra, criada durante a ditadura de Augusto Pinochet, traz um sentido político e de luta do povo, como forma de resistência às perseguições sofridas pela comunidade, que perderam boa parte das terras e eram perseguidos em função da linguagem. Zené Zamorano destaca que as pessoas nascidas entre as décadas de 1960 e 1980 não conhecem o mapudungun por causa da proibição do idioma.

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| Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE
Bandeiras da comunidade e da luta de resistência dos Mapuches | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE

Parque Nacional Conguillio

Da história do povo para a interação com a natureza, partimos para conhecer o Parque Nacional Conguillio, localizado ao sul da Reserva Malalcahuello, que abriga uma série de atrações para os visitantes durante o verão. É lá que estão o vulcão Llaima e a Sierra Nevada, que impõem um clima de inverno na paisagem, por ainda estarem com os cumes congelados.

Mas, basta olhar para a vegetação, os lagos e cachoeiras e sentir o tempo mais quente – apesar dos ventos frios – para confirmarmos que o verão no sul do Chile traz um clima propício para as famílias e grupos de amigos saírem de casa e aproveitarem o que a natureza tem para oferecer.

A entrada do Parque dá direito ao visitante permanecer quanto tempo quiser. Até porque, para conhecer as principais atrações distribuídas em toda a área, são necessários ao menos cinco dias de permanência no local.

Nós tínhamos menos de um dia para a visita, por isso aproveitamos passeios mais leves e rápidos, a fim de conhecer o maior número possível de locais. O primeiro deles foi o lago Captrén, com cerca de 15 hectares, em que é possível fazer uma trilha ao redor para visualizar diferentes espécies de plantas e aves. Este é um dos menores lagos do parque, por isso a caminhada dura em média 1 hora. Há ainda o lago Conguillio (750 hectares), com vista para a Sierra Nevada, e o lago Verde (175 hectares).

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| Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE
Vista panorâmica do lago Conguillio, com a Sierra Nevada ao fundo | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE

Bem menor em tamanho e muito mais expressivo em beleza, está lago Arco-Íris (1,5 hectare). Formado a partir de uma erupção vulcânica, que bloqueou a saída do antigo rio, este lago nos presenteia com uma mistura surpreendente de cores. Podemos vê-lo a partir de um mirante e também na área de pedras vulcânicas que permanecem em um dos lados. Nele, não é possível tomar banho.

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| Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE
Lago Arco-Íris traz mistura de cores | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE

Ainda foi possível fazer uma rápida trilha com destino à cachoeira Vélo de la Novia (Véu de Noiva), por meio de um bosque repleto de araucárias e também placas informativas sobre a fauna e flora locais.

Parada para o almoço, e nada melhor do que um piquenique ao ar livre com vista para o lago Conguillio, onde também se reúnem muitas pessoas para comer, beber e apreciar a vista.

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| Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE
Piquenique no lago Conguillio | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE

Antes de deixarmos o Parque, a última visita foi à cachoeira Truful-Truful e suas águas azuis. Ela fica um pouco mais afastada das outras atrações, mas vale a pena dar um pulinho (não literalmente) lá.

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| Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE
Cachoeira Truful-Truful foi a última parada da visita | Foto: Thaís Seixas | Ag. A TARDE

Ficou interessado em conhecer? Saiba ainda que o Parque possui um centro de informações ao visitante, que abrangem todas as atrações locais e também dados sobre pássaros e outros animais encontrados na região. Por isso, o visitante deve seguir algumas normas, como não levar animais domésticos (que podem interferir na fauna local), não fazer uso de fogo nem sacolas plásticas e não acampar em locais proibidos.

E no próximo (e último) dia da Expedição Chile, vamos contar como foi a visita à Cratera Navidad, formada a partir de uma erupção do Vulcão Lonquimay. Até lá!

*A jornalista viajou a convite da JetSmart

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