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TURISMO

Palco de civilizações históricas

JORNAL A TARDE

Por JORNAL A TARDE

12/01/2006 - 0:00 h

Os arqueólogos estão sempre preparados para descobertas fascinantes numa das regiões mais conturbadas da antigüidade



Estar em Jerusalém é vantajoso não apenas do ponto de vista histórico, mas também geográfico. A milenar cidade é próxima do Mar Morto, distante meia hora. E quem vai ao Mar Morto se vê tentado não só a flutuar em sua água densa e salgada como a conferir as propriedades terapêuticas de sua lama. O que, aliás, explica a presença de vários spas e hotéis de luxo na região, como Sheraton Caesar Palace e Meridien.



Quem vai ao Mar Morto não resiste à tentação de visitar um dos maiores monumentos de Israel, erguido 100 ou 200 anos antes de Cristo e ampliado por Herodes o Grande: a fortaleza de Masada. No alto de uma colina, 440 metros acima das margens do Mar Morto, Masada impressiona quem a contempla de baixo e, mais ainda, quem vai até o alto, normalmente via teleférico. Mas muita gente encara a sinuosa Trilha da Serpente, que exige quase uma hora de caminhada.



Masada, a “última fortaleza”



Mais do que subir a Trilha da Serpente, de tirar o fôlego mesmo é a visão das cisternas gigantescas cavadas na parte alta do rochedo, que eram abastecidas por um engenhoso sistema de represas e canais que captava água da chuva. Fortificação militar que se preza necessita de autonomia no abastecimento de água. Masada inspirou, inclusive, a indústria cinematográfica, com superproduções à altura de seu significado.



O rei Herodes também mandou construir na fortaleza o Palácio Ocidental, o Palácio Suspenso (erguido em três níveis), as termas e a sinagoga. A conquista romana da “última fortaleza judaica”, relatada pelo historiador Flávio Josefo em 70-73 d.C., foi algo realmente digno de ser reproduzido no cinema: 10 mil romanos fizeram um cerco que durou dois anos, construindo ao redor um anel formado por 12 acampamentos, cujos resquícios são vistos ainda hoje.



Ergueram uma imensa rampa na encosta e uma torre para proteger os invasores, que atacavam com arietes. De pouco adiantou os menos de mil judeus lá acuados erguerem uma muralha defensiva interna, que foi ultrapassada e a fortaleza tomada. Segundo o historiador, os judeus preferiram o suicídio em massa a cair nas mãos das legiões romanas. Mais que isso, cada homem ficou responsável pelo assassinato de sua própria família.



Megido é do 3º milênio a.C.



O que não falta no território de Israel é relato de batalhas homéricas, o que era natural numa região próxima aos principais impérios. Megido é mais um exemplo. Tantas foram as batalhas por lá que o Livro das Revelações do Novo Testamento a define como ponto de combate final entre o bem e o mal no fim dos tempos. Antiga cidade do Vale do Jezreel, Megido era simplesmente o principal caminho entre o Oriente e o Mediterrâneo, tendo inclusive caído nas mãos do faraó Tutmés III.



Oito séculos antes de Cristo, caiu sob o domínio dos assírios. Megido é o mesmo que Armagedon, que deriva de “Har Megedon”, que significa montanha de Megido. Escavações arqueológicas revelaram nada menos que 20 povoações sucessivas no local, onde o turista se impressiona também com um gigantesco reservatório de água, de cuja base sai um túnel ligando a uma fonte secreta localizada fora das muralhas. Megido foi conquistada várias vezes e fortificada outras tantas.



Conquistas – Inicialmente habitada pelos cananeus, Beth Shean foi cidade romano-bizantina, passou a próspera cidade helênica e, depois, a cidade judaica. O piso de mosaico de sua sinagoga foi encontrado em perfeito estado após 1.600 anos. Localizada na antiga rota entre a Mesopotâmia e o Mediterrâneo, Beth Shean tem 5 mil anos, tendo os arqueólogos identificado no terreno pelo menos 16 cidades sobrepostas. 



Nazaré, destino de peregrinação



Ao lado do Santo Sepulcro e da Igreja da Natividade, a cidade de Nazaré tem especial significado para os católicos por ter sido local da “Anunciação” do nascimento de Jesus e onde ele passou sua infância. Localizada entre o vale do Rio Jordão e a planície Jezreel, tornou-se importante centro cristão durante a conquista dos cruzados, a partir de 1099.



A Basílica da Anunciação (erguida sobre ruínas bizantinas e dos cruzados) é o principal ponto de convergência dos peregrinos, o que ajuda o comércio local da chamada Nazaré moderna. Em sua cripta, está a Caverna da Anunciação onde, segundo as escrituras, o Anjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus a Maria. Na parte antiga da cidade, vivem cristãos e palestinos muçulmanos enquanto na parte norte, em Nazaré Iliat, fica o grande bairro judeu fundado em 1957.



ISRAEL



Criado em 1948 pelo líder Ben Gurion, o Estado israelense destaca-se hoje no cenário mundial pela produção de alta tecnologia (hi-tech) e investe muito no turismo histórico-religioso:




  • Nome oficial: Estado de Israel
  • Área: 21.900 km²
  • Data cívica: 14 de maio (celebra a criação do Estado, pela ONU, em 1948)
  • Capital: Tel Aviv
  • População: 6,8 milhões
  • Densidade demográfica: 322,5 habitantes por km²
  • PIB: US$ 103,7 bilhões
  • Composição do PIB: Agricultura 2% Indústria 17% Serviços 81%
  • Principais produtos de exportação: diamantes polidos, equipamentos de comunicação eletrônicos, médicos e científicos, produtos químicos, componentes eletrônicos e computadores.
  • Embaixada em Brasília: Avenida das Nações, Quadra 809, Lote 38, CEP 70424-900, Brasília, DF. Tel. 61 2105-0500, fax 61 2105-0555, site http://brazilia.mfa.gov.il e e-mail [email protected].
  • Religião: Judaísmo 81% Islamismo (maioria sunita) 14,5% Cristianismo 2,9% Drusos e outras 1,6%.
  • Moeda: Shekel Novo.
  • Localização: Oriente Médio, banhado pelo Mar Mediterrâneo a oeste e pelo Mar Vermelho ao sul. Faz fronteira com o Líbano ao norte, a Síria e a Jordânia a leste e o Egito a sudoeste.
  • Características: Deserto de Negev (50% do território); região montanhosa (norte); planície costeira (centro).
  • Cidades principais: Jerusalém, Tel Aviv e Haifa.
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