VERÃO
Margareth Menezes defende Rouanet na Noite da Beleza Negra e garante conquista
Presente na Senzala do Barro Preto como jurada, ministra da Cultura destaca a nacionalização da Lei Rouanet

Por Luiz Almeida e Manoela Santos

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, marcou presença na Noite da Beleza Negra, no Curuzu, neste sábado, 17, para atuar como jurada do concurso que elege a Deusa do Ébano do Ilê Aiyê. A cantora aproveitou a ocasião para celebrar o papel do bloco na luta antirracista e defender as novas diretrizes da Lei Rouanet.
Para Margareth, estar na Senzala do Barro Preto é mais do que um compromisso oficial: é um momento de aprendizado e reverência. “A Noite da Beleza Negra já se tornou especial para todos nós. Vemos essas mulheres expressando não só a beleza externa, mas a beleza do pensamento e da consciência”, afirmou.
Lei Rouanet
Questionada sobre a eficácia da Lei Rouanet para sustentar eventos de grande porte como o do Ilê, a ministra garantiu que o mecanismo passou por uma transformação profunda sob sua gestão.
Segundo ela, a principal conquista foi a nacionalização do incentivo, que historicamente ficava concentrado na região Sudeste.
"Nós fizemos um trabalho de nacionalização. Não tiramos nada de lá [Sudeste], mas ampliamos o número de empresas patrocinadoras e movimentamos a lei para que todos tivessem mais acesso", explicou Margareth.
A ministra destacou a criação de novos formatos, como a Rouanet Juventude, Rouanet Favelas e Rouanet Territórios.
Margareth ressaltou que o patrocínio à Noite da Beleza Negra é uma "ação inteligente" por parte das empresas, visto que o evento fortalece a autoestima da mulher negra e emana valores para toda a sociedade.
“O que se faz aqui não é restrito a um grupo. A Noite da Beleza Negra cruza fronteiras e fortalece o respeito por tudo que a mulher negra significa para a nossa formação”, pontuou.
Candidatura em 2026?
Mesmo em ano de corrida eleitoral, Margareth Menezes foi enfática ao dizer que sua prioridade total é a gestão da Cultura no governo Lula. A ministra descartou candidaturas imediatas para focar na entrega de resultados em todo o território nacional.
"Vou cumprir essa missão que o presidente me deu com muita honra e responsabilidade. Nosso trabalho é fazer a cultura funcionar por todo o Brasil, e é isso que está acontecendo agora", finalizou.
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