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XVII PANORAMA INTERNACIONAL COISA DE CINEMA

Curta sobre os palhaços do Rio Vermelho estreia terça

Documentário vai contar a história da mais singular manifestação pré-carnavalesca de Salvador

Por Bianca Carneiro

06/12/2021 - 17:42 h

O início foi em 1986. Na Rua Ilhéus, no famoso bairro do Rio Vermelho, nasceu uma moderna tradição pré-carnavalesca: Palhaços do Rio Vermelho. O artista plástico Ruy Santana percebeu que a rua não estava mais interessante para brincar o carnaval e a fantasia já tinha sido substituída por mortalhas e abadás, daí surgiu um movimento cultural, que evoca o mais simbólico e querido personagem circense para resgatar o lado poético da festa.

O movimento é retratado no documentário “Palhaços do Rio Vermelho – o curta”, que mergulha na história e acompanha o divertido e colorido desfile. A obra, de 25 minutos de duração, levará às telas não só a festa, como tudo que acontece para a realização dela, com destaque para o encanto, a alegria e as emoções que centenas de palhaços provocam nos frequentadores do festejo.

A produção irá entrar na grade de programação do Canal Brasil, com estreia na Mostra Competitiva Baiana, do XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema, na terça e quarta-feira, 7 e 8. No dia 7, a sessão acontece às 18h, na sala 2, com debate após sessão e na quarta 8, a sessão será às 13h40, na sala 1, do Cine Metha - Glauber Rocha. Além disso, na terça, o filme ficará disponível 24h na plataforma do Festival. Na sexta-feira, 10 de dezembro, Dia Internacional do Palhaço, o filme será exibido na TVE, às 20h.

O roteiro é de autoria de José Araripe Jr, a Direção é de Lilih Curi, a Direção de Fotografia é de Paulo Alcântara, a Montagem e Som Direto são de Fredshon Araújo, a Produção Executiva é de Gorette Randam, a Direção de Produção é de Alessandra Pastore e as imagens áreas são de Márcio Santos.

“É uma honra, para mim, poder resgatar a figura dos palhaços numa obra de audiovisual. Mais do que personagens icônicos, que representam alegria e diversão, os palhaços e os criadores que estão por trás deles, despertam em todos nós a ludicidade e a memória afetiva da criança que fomos um dia. É esse sentimento que desejo transpor para as telas e despertar a criança que habita em cada espectador.” revela, em nota, Gorette Randam, produtora da RG Produção Cinematográfica, uma das envolvidas na obra.

A iniciativa é uma idealização da RG Produção Cinematográfica e foi viabilizada por meio do Edital Setorial de Audiovisual 2019, com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia.

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