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29/04/2024 às 8:00 - há XX semanas | Autor: João Vítor Sena*

METEOROLOGIA

El Niño e La Niña afetam ciclos de estiagem e chuvas

Fenômenos climáticos impactam na agricultura brasileira

Imagem ilustrativa da imagem El Niño e La Niña afetam ciclos de estiagem e chuvas
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O El Niño, variação do fenômeno climático El Niño Osiclação Sul (ENOS), que é responsável por modificar o regime padrão de chuvas e temperaturas em várias regiões do planeta, deve acabar entre abril e junho deste ano, segundo levantamento da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOOA). O La Niña, outra variação do ENOS, está previsto para acontecer já no segundo semestre deste ano, com 60% de chance de se manifestar entre julho e agosto.

Segundo Danielle Barros, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), La Niña e El Niño são frutos de uma interação entre oceano e atmosfera que ocorre no Oceano Pacífico Equatorial a cada dois ou sete anos.

“Quando as águas nesta área estão mais quentes que o normal (um desvio de 0,5ºC acima da média por pelo menos 6 meses consecutivos) tem-se o El Niño e, quando as águas nesta área estão mais frias que o normal (um desvio de -0,5ºC abaixo da média por pelo menos 6 meses consecutivos), tem-se o La Niña”, explica.

No caso do El Niño, que começou outro ciclo em junho de 2023, essa mudança de temperatura das águas influenciou na formação de chuvas mais intensas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e períodos de seca na região Nordeste. De acordo com Gilberto Cunha, agrometereologista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fenômeno trouxe prejuízos tanto para a agricultura quanto para a infraestrutura de algumas cidades brasileiras.

“Foi um fenômeno relativamente forte. Ele trouxe muita chuva no Sul e no Sudeste, afetou negativamente a agricultura gaúcha em parte de Santa Catarina e no Paraná. Também (afetou a cultura) do trigo em particular, por causa do excesso de umidade. E trouxe grandes inundações em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul na Primavera, com destruição de cidades inteiras”, ressalta.

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) ainda pontua que a instabilidade climática dificultou a implantação de culturas e aumentou a infestação de pragas de difícil controle, como a mosca branca.

Porém, as previsões do NOOA indicam que há 85% que o El Niño tenha seu fim neste trimestre, entre abril e junho. Com o enfraquecimento do fenômeno, a previsão indica um outono sem alterações climáticas significativas.

Norte e Nordeste

O NOOA também prevê que há 60% de chance que o La Niña comece entre os meses de junho e agosto deste ano. Ao contrário do El Niño, este fenômeno causa redução na frequência de chuvas nas regiões Sul e Sudeste e aumento nas regiões Norte e Nordeste. No entanto, ainda não é possível prever como será a intensidade do fenômeno, já que ela pode ser modificada por vários fatores climáticos.

Por outro lado, com base em ciclos anteriores do La Niña, Cunha aponta que plantações localizadas na região Centro-Oeste, Norte e Nordeste podem se beneficiar com o aumento da frequência de chuvas, principalmente as culturas de trigo, cevada e aveia. Porém, as plantações de soja e milho no Sul podem se prejudicar com a redução da frequência de chuvas que já foi observada em outros anos.

Para que os produtores rurais evitem riscos decorrentes das alterações climáticas, o agrometereologista ainda recomenda que sigam o calendário de semeadura, diversifiquem o ciclo de cultivares e adotem boas medidas para proteger tanto as plantas quanto o solo. “E não abrir mão dos instrumentos de transferência de risco, as propostas de seguridade rural”, pontua Cunha.

*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló

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