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Bahia pode viver crise de fertilizantes

Alerta foi feito pelo deputado Eduardo Salles

Redação
Por Redação
Imagem ilustrativa da imagem Bahia pode viver crise de fertilizantes
Foto: Terra Magna

O deputado Eduardo Salles (PP), presidente da comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa, fez um alerta. O fechamento por um tempo prolongado do Terminal Itapuã em São Tomé de Paripe pode provocar uma crise de abastecimento de fertilizantes o que prejudicaria a agricultura e a economia da Bahia e do Brasil.

Salles explicou que a interdição aconteceu porque foram encontrados resíduos de cobre, material que não é transportado pela Intermarítima, empresa que atualmente opera o equipamento. “Pelas informações que disponho, o cobre veio da Gerdau, que é a proprietária da área e deixou um passivo ambiental que precisa ser resolvido. Mas atualmente o Terminal Itapuã trabalha apenas com fertilizantes que são necessários para a economia baiana”, disse o deputado.

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O parlamentar explicou que 70% dos fertilizantes que abastecem a Bahia e Tocantins são desembarcados pelo terminal que hoje se encontra interditado. “Claro que defendemos que todas as circunstâncias do vazamento ocorrido na praia sejam devidamente apuradas e os responsáveis punidos. Mas é preciso agilidade nessa apuração para que a nossa agricultura, especialmente a do Oeste Baiano, não corra o risco de um desabastecimento de uma matéria-prima básica que é o fertilizante”.

“A Bahia e o Brasil poderão viver uma crise muito grave nos próximos meses que é a questão dos fertilizantes, já que a maior parte dessa matéria prima é importada. Com a guerra no Oriente Médio, a China e a Rússia paralisaram as exportações e nós precisamos de fertilizantes para iniciar o plantio da safra do segundo semestre”, disse Eduardo.

Para ele, os órgãos ambientais devem confirmar publicamente que o passivo ambiental veio mesmo da operação da Gerdau para que ela pague pelo prejuízo que ela causou. “Nos defendemos a questão ambiental e quem errou deve ser punido. Mas devemos colocar o porto novamente em funcionamento, com todas as garantias que o órgão ambiental exigir, para que a produção agrícola baiana não seja duramente prejudicada”, concluiu Sales.

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