Conselho Estadual de Saúde cobra ao MPBA ações acordadas com a Semob

Presidente do Conselho cobrou acordo judicial feito com a Secretaria de Mobilidade de Salvador

Publicado terça-feira, 19 de julho de 2022 às 11:29 h | Atualizado em 19/07/2022, 11:31 | Autor: Rodrigo Tardio
De acordo com Conselho, secretaria não tinha enviado o relatório neste mês de julho
De acordo com Conselho, secretaria não tinha enviado o relatório neste mês de julho -

Para reforçar a necessidade do monitoramento do cumprimento do acordo para o aumento da frota de ônibus e das medidas sanitárias que foram acordadas em janeiro deste ano, com a Secretaria Municipal De Mobilidade de Salvador (Semob), o Conselho Estadual de Saúde (CES), se reuniu na tarde da última terça-feira, 12, no Ministério Público do Estado da Bahia.

De acordo com o presidente do Conselho, Marcos Sampaio, em entrevista, nesta terça-feira, 19, ao programa Isso é Bahia (A TARDE FM), em reunião com a promotora Rita Tourinho, foi cobrada medidas como: a retomada da circulação de 100% da frota de ônibus efetiva do sistema de transporte coletivo do município, bem como a inclusão de horários extras dos ônibus.

"A gente sabe que existem novas variantes e aumentos de infectados pelo coronavírus. Ônibus são locais fechados em movimento. A ampliação é uma urgência neste momento, para que se evite aglomerações sobretudo nos horários de pico", afirmou.

Sampaio relembrou que o não cumprimento do acordo judicial prevê multa de R$ 2 milhões. O Conselho cobra ainda da Semob, além da retomada dos 2.200 ônibus, toda a limpeza e higienização da frota, bem como ações nas estações da cidade.

"Só no bairro de Cosme de Farias, por exemplo, foram retiradas 4 linhas. Hoje a frota só conta com1864 ônibus. É preciso que se tenha a orientação para o uso das máscaras, assim como a divulgação nos ônibus sobre como reduzir os riscos de infecção, bem como aletar sobre a importância da vacinação", reiterou.

A cobrança se estende também aos outros 416 municípios da Bahia, com destaque para a cidade de Ilhéus, que de acordo com Marcos Sampaio, também havia "diversas queixas" de ônibus lotado.

"Em lugar nenhum a população merece andar em ônibus lotado. A capital precisa ser exemplo disso. Se Salvador não precisasse de ônibus, não estaria sendo construído o BRT", relembrou.

Sampaio afirmou ainda que a sensação, ao circular pelas estações, bem como nos ônibus de Salvador, é que as medidas não estão sendo executadas.

"Cumprir as normas é imprescindível e complementam as demais orientações de prevenção e controle do coronavírus”, finaliza..

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