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Familiares e amigos protestam após morte de mergulhador na Barra

Ex-salva-vidas teria morrido após ser atingido por uma lancha

Publicado quarta-feira, 03 de abril de 2024 às 13:14 h | Atualizado em 03/04/2024, 13:21 | Autor: Daniel Genonadio e Osvaldo Barreto
Erivan José Pedroso Brandão Filho, de 61 anos, mergulhador encontrado morto
Erivan José Pedroso Brandão Filho, de 61 anos, mergulhador encontrado morto -

Familiares e amigos do mergulhador Erivan José Pedroso Brandão Filho, de 61 anos, realizaram um protesto no final da manhã desta quarta-feira, 3, na Orla da Barra, em Salvador. O ex-salva-vidas da Salvamar foi encontrado morto na terça-feira, 2, na Praia da Barra após supostamente ser atingido por uma lancha. O condutor do veículo não foi identificado.

"Há mais de dez anos a associação vem cobrando providências de fiscalização efetiva aqui na área, principalmente do Porto da Barra, que eu acredito ser a praia com a maior frequência de banhistas. Isso não é um risco apenas para mergulhadores (uso de lanchas), é um risco para quem faz natação aqui, para o pessoal da canoagem, do remo, para o pessoal do stand up, para surfistas também que a gente tem ali do lado da praia do farol. Tem casos de embarcação que circulam mesmo com a sinalização de existência de mergulhador. Inclusive tem vídeo nas redes sociais aí mostrando que aqui é comum que o mergulhador esteja adequadamente sinalizado", disse o advogado Mateus Nogueira, ao Portal A TARDE.

O mergulhador estava em uma área específica do mar, com o uso de bandeiras de sinalização. "A bandeira é conhecida em todo o mundo e quando a embarcação avista essa bandeira especificamente, que é aquela vermelha com a lista branca, ela tem que reduzir a velocidade e manter uma distância mínima de 200 metros, porque indica que existe um mergulhador submerso", falou Nogueira.

De acordo com a Polícia Civil, Erivan José Pedroso Brandão Filho foi encontrado na praia da Barra, com trajes de mergulhador e ferido na cabeça. As guias periciais e de remoção foram expedidas e os laudos devem atestar a causa da morte. Já conforme policiais militares da 11ª CIPM, ele estava com ferimentos de hélice que só poderiam ser causados por uma embarcação.

"Todo mundo que navega aqui no Porto da Barra sabe que é uma região que tem muitos esportes náuticos. Sabe que é uma região onde pessoas mergulham há mais de 50 anos e sabe que se você chega numa localidade dessa você tem que reduzir a velocidade e redobrar sua atenção. Seria mais ou menos eu querer conduzir o meu carro na Avenida 7, no final de ano na mesma forma que eu conduzo na Avenida Paralela. Não faz sentido, então faltou com certeza aí, absolutamente a devida atenção, e além disso, a gente precisa saber se o condutor dessa embarcação percebeu que havia atropelado alguém? Mas se ele percebeu e deixou o local, com certeza ele precisa ser responsabilizado criminalmente, inclusive por um homicídio com dolo eventual", explicou.

A manifestação desta quarta também contou com membros da Associação Baiana de Apneia e Pesca Subaquática com o objetivo de cobrar investigações e justiça pela morte do mergulhador.

O enterro de Erivan realizado nesta quarta-feira, às 14h, no cemitério Campo Santo.

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