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Hospital Roberto Santos é o único do Estado a realizar cirurgia fetal

Episódio quando bebês dividem a mesma placenta e um dos fetos recebe mais sangue do que o outro

Da Redação
Por Da Redação
Médico especialista em medicina fetal que compôs a equipe destaca que o risco dos fetos morrerem quando têm essa síndrome chega a 90%
Médico especialista em medicina fetal que compôs a equipe destaca que o risco dos fetos morrerem quando têm essa síndrome chega a 90% - Foto: Divulgação

Neste sábado, 18, o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), referência em malformação fetal, realizou, pela segunda vez este ano, um procedimento cirúrgico considerado raro. Trata-se do bloqueio placentário por vídeo laser para obstruir os vasos sanguíneos que levam sangue de um feto para o outro.

A transfusão feto fetal, episódio raro, acontece na gestação gemelar, onde os bebês dividem a mesma placenta e um dos fetos recebe mais sangue do que o outro, comprometendo seu desenvolvimento, deixando-o anêmico. Já o outro feto recebe uma grande quantidade de sangue, ficando com sobrecarga cardíaca. O médico Maurício Saito, especialista em medicina fetal, que compôs a equipe que realizou a cirurgia, destaca que o risco dos fetos morrerem quando têm essa síndrome chega a 90%, não havendo a intervenção em tempo hábil.

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Saito, que foi responsável pelo primeiro procedimento ocorrido no dia 22 de fevereiro, cujo sucesso já resultou na realização deste segundo bloqueio, voltou a Salvador para compor a equipe do HGRS que fez a mesma intervenção na paciente Evelin Lima, 36 anos.

A gestante conta que fazia acompanhamento da sua primeira gravidez no Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba), quando recebeu o diagnóstico da transfusão feto fetal. “Diante da necessidade desta intervenção, eu fui transferida para o HGRS, após entendimento entre as equipes das duas unidades”. Evelin Lima está entrando na 23ª semana de gravidez.

A preceptora da residência em ginecologia e obstetrícia do HGRS, Dinah Leão Marques, conta que a experiência adquirida na cirurgia anterior otimizou o procedimento deste sábado e destaca que mais uma vez o procedimento foi um sucesso.

A diretora materno infantil do Roberto Santos destaca que a realização do procedimento em menos de um mês demostra que a unidade tem capacidade de oferecer este serviço para gestantes do estado que por ventura precisem dessa intervenção.

A diretora geral, Lucrécia Savernini, explica que o Roberto Santos é o maior hospital do Norte e Nordeste, com múltiplas especialidades e com uma maternidade referência para alto risco, com capacidade de realizar procedimentos dessa natureza.

Ela acrescenta que o diferencial da maternidade do Roberto Santos é poder contar com o apoio das diversas outras áreas, quando necessário.

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cirurgia fetal gestação gestação gemelar HGRS Hospital Geral Roberto Santos Hospital Roberto Santos malformação fetal

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