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17/10/2023 às 19:31 • Atualizada em 17/10/2023 às 20:04 - há XX semanas | Autor: Isabela Cardoso

A TARDE PLAY

Outubro Rosa: Câncer de mama é tema da edição do Roda de Conversa

Gravação especial deste mês busca a conscientização da doença, reunindo especialistas e pacientes oncológicas

A roda contou com a participação de Carolina Magalhães, Suzane Bandeira e Izabella Moraes
A roda contou com a participação de Carolina Magalhães, Suzane Bandeira e Izabella Moraes -

O câncer de mama se tornou o 2º tipo mais comum no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, segundo dados do Instituto Oncoguia. O número estimado de novos casos de câncer de mama no país, para o triênio de 2023 a 2025, é de mais de 70 mil, correspondendo a um risco estimado de 66,54 casos novos a cada 100 mil mulheres, conforme pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Anualmente, a campanha do Outubro Rosa chega para relembrar o poder de conscientização sobre a doença e reforçar diversos movimentos para realização de exames voltados para prevenção contra este tipo de câncer. Neste objetivo, o A TARDE Play, núcleo audiovisual do Grupo A TARDE, buscou trazer o tema para a edição especial do Roda de Conversa deste mês, com a presença de especialistas e mulheres que enfrentaram o câncer de mama ou estão em fase de tratamento da doença.

A roda, mediada pela apresentadora Lais Rocha, contou com a participação da escritora Carolina Magalhães, criadora do “Projeto Se Cuida Preta” e autora do livro "Mas Nem Parece Que Você Tem Câncer", além da presença da psicóloga do Hospital Aristides Maltez, Suzane Bandeira, e da oncologista Izabella Moraes. A gravação aconteceu nesta terça-feira, 17, no auditório do Internacional Trade Center (ITC), localizado no bairro do Stiep, em Salvador.

Também foram realizadas ações com o oferecimento de vouchers para corte de cabelo no Salão Femme Espaço, além de um momento para sessão de massagem.

A psicóloga Suzane destaca que a campanha do Outubro Rosa seja reforçada também ao longo do ano, para que todas as mulheres tenham acesso e, de certa forma, não resulte em lotação das unidades de saúde da capital no mês da ação.

Suzane Bandeira é psicóloga no Hospital Aristides Maltez
Suzane Bandeira é psicóloga no Hospital Aristides Maltez | Foto: Denisse Salazar | Ag. A TARDE

“Acaba que tem senso de mamografias, por exemplo, sendo feitas em outubro, mas nos outros meses do ano as pessoas não têm acesso. Aquela mulher que mora a quilômetros de distância, em um povoado ou um município, também precisa ter acessibilidade para fazer esse exame. Eu trabalho em uma instituição filantrópica, que é um hospital 100% SUS, que visa dar assistência às pessoas mais pobres acometidas da doença. A gente sabe que é um hospital que atende muita gente todos os dias, então precisa ter outras fontes de apoio. Os interiores precisam fazer, não a pessoa vir e fazer um exame, é muita gente”, reforça a profissional.

Suzane também ressalta a importância das políticas públicas para fortalecer esse acesso. “A gente precisa continuar lutando por políticas públicas, para questão da equidade, da acessibilidade, são os princípios do SUS para atender a população como um todo. Precisamos reforçar isso na atenção básica para as pessoas poderem ter o diagnóstico e ter onde tratar. O hospital tem essa possibilidade de tratar de uma forma ampla, faz cirurgia, faz radioterapia, faz quimioterapia, mas eu acho que a gente, o Brasil em geral, ainda peca na acessibilidade”, conclui a psicóloga.

A oncologista Izabella Moraes pontuou o câncer de colo de útero e a importância de realizar o exame ginecológico preventivo para identificar qualquer alteração no órgão da mulher.

“É importante que a gente faça o preventivo. Pelo Ministério da Saúde, meninas que perderam a virgindade tem indicação de fazer. Esse preventivo é orientado que seja feito a cada dois anos, porém se puder fazer anual, que seja feito assim, porque a gente sabe que previne. É um dos poucos cânceres que consegue prevenir com o exame”, explica a médica.

Durante o tratamento do câncer, muitos casos necessitam realizar a mastectomia, que consiste na remoção da mama. Olhando para o lado de reforçar a autoestima da mulher, a dermopigmentadora paramédica, Marcia Barreto, fundou uma ONG com o objetivo de redesenhar o complexo areolar do seio, criando um aspecto realista 3D.

“Ela [paciente] faz a mastectomia e, depois de um ano, a gente pega e faz a micropigmentação do mamilo, que é como tatuagem. Para elas, isso é muito importante porque, a partir do momento que elas se vestem, o mamilo se torna algo que não é visto no espelho. Então, a gente devolve essa integridade dessa mulher, com relação a autoimagem e a autoestima. Elas se sentem muito gratificantes”, explica Marcia.

O projeto, chamado Todo Dia É Rosa (@tododiaerosa), também realiza a micropigmentação das sobrancelhas que passaram por perda de pêlos após o tratamento oncológico, atendimento psicológico e nutricional para as pacientes e traz mais uma novidade, como conta Marcia.

A Roda de Conversa no auditório do Internacional Trade Center (ITC), localizado no bairro do Stiep, em Salvador
A Roda de Conversa no auditório do Internacional Trade Center (ITC), localizado no bairro do Stiep, em Salvador | Foto: Denisse Salazar | Ag. A TARDE

“Hoje eu estou chegando com a novidade que é a prótese, porque quando elas fazem a mastectomia, é só depois de um ano para fazer a micropigmentação. Então, durante esse período, elas ficam sem o mamilo e eu vou lá e dou a prótese para elas poderem estar usando. Funciona com uma cola que a gente coloca no corpo, que é antialérgica, é apropriada para usar e depois de sete dias ela tira, faz a higienização e depois coloca de novo. Ela pode tomar banho, pode ir pra praia, pode fazer tudo normalmente”, descreve a profissional.

Erenice Costa é uma mulher de 70 anos que está em remissão do câncer de mama e atualmente realiza diversos trabalhos voluntários. Ela contou como enfrentou a doença e como procurou ver a mastectomia com outros olhos.

“Quando eu descobri foi uma surpresa muito grande porque eu sempre me cuidei, mas aconteceu. Eu procurei buscar os recursos que a medicina oferece, a reagir de forma tranquila e passei pelos procedimentos necessários de quimioterapia, radioterapia, fiz a cirurgia. Não me incomodei porque a vida, para mim, está acima de qualquer coisa. Não é que uma mama não faça falta, mas é como se fosse um detalhe, porque só em ter conseguido ser, hoje, uma sobrevivente do câncer já foi uma vitória”, relata Erenice.

“Vocês, mulheres, que estão passando por isso, não desistam de viver porque a nossa mente é uma das coisas que mais nos ajudam. Deem bastante risada, curtam muito, sigam as orientações médicas que são importantes”, incentiva Jenê Góes, uma das mulheres que está em tratamento e estava na plateia da roda.

Genê Goés é uma das mulheres em tratamento que estava presente na plateia
Genê Goés é uma das mulheres em tratamento que estava presente na plateia | Foto: Denisse Salazar | Ag. A TARDE

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