SALVADOR
Pai de Lucas protesta e pede proteção à Justiça

Não bastasse amargar a dor da perda do filho Lucas Terra, queimado vivo em março de 2001 aos 14 anos, José Carlos Terra, juntamente com a família, está sendo ameaçado de morte. Munido de cartaz com fotos do filho, ele protestou nesta quarta-feira pela manhã em frente ao Fórum Criminal Carlos Souto, no Campo da Pólvora, em Nazaré, onde funciona a Promotoria da 1ª Vara da Infância e Juventude e tramita o processo do assassinato do garoto.
Na última segunda-feira, José Carlos Terra recebeu pelo celular duas ligações de número não identificado que o aconselhavam a deixar Salvador com a família. Na madrugada de terça-feira, uma nova ligação de número restrito ratificou as ameaças. O interlocutor oculto exigiu também que José Carlos Terra ponha fim à luta em busca de punição para os culpados pela morte de Lucas Terra.
Indignado e disposto a continuar com a luta para punir os responsáveis pelo homicídio, o pai do jovem morto afirmou que a voz de quem falou ao telefone se assemelhava à do bispo Fernando Aparecido, um dos acusados de ter participado do assassinato de Lucas Terra.
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