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Pais devem conhecer a proposta pedagógica

Amélia Vieira l A TARDE
Por Amélia Vieira l A TARDE

No momento da definição sobre em qual escola matricular os filhos, os pais devem estar atentos para o método pedagógico adotado. Para quem não tem domínio na área de educação, essa pode ser uma tarefa árdua. Mas nem por isso pode ser negligenciada, pois a escolha errada pode acarretar prejuízos futuros.

Entre os métodos e teorias pedagógicas disponíveis, há construtivismo, Montessori, Freinet e Waldorf. Pioneira na Bahia na adoção da pedagogia Waldorf, a Escola Acalento, em Lauro de Freitas, foi criada há oito anos.

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Logo ao entrar, o visitante já percebe um espaço diferente: muito verde, árvores, salas com cara da casa da gente, crianças sem farda andando descalças nos jardins e até mesmo o passeio de umas galinhas fugidas do galinheiro construído pela meninada.

O método foi criado na Alemanha, em 1918, por Rudolf Steiner, pesquisador da área de educação que aceitou o desafio de um amigo industrial que precisava de um método para ensinar aos filhos dos seus operários. Lanz colocou apenas uma condição: não sofrer influências políticas, princípio que norteia sua teoria da liberdade do ser humano.

“É mais fácil ser direcionado do que ser livre para tomar decisões”, salienta a diretora da Acalento, Miriam Teles Von Hauenschild. Ela acrescenta que o método tem como pano de fundo a antroposofia (o ser humano é visto de forma mais abrangente, físico-psíquico e espiritualmente).

De modo prático, os diferenciais não se restringem à estrutura da escola, que hoje tem 112 alunos do berçário ao quarto ano do ensino fundamental. Crianças de 0 a 5 anos não aprendem a ler, escrever e contar. Essa fase é dedicada às brincadeiras, que facilitam o desenvolvimento motor e espacial necessários nesta faixa etária.

A diretora explica que crianças com 2 a 3 anos de idade podem ser alfabetizadas. No entanto, sentirão dores nos punhos, pois o corpo está em formação e as mãos ainda não estão prontas para fazer os movimentos para escrever.

Os conceitos necessários, entretanto, são transmitidos através do lúdico, como noções de cheio e vazio, com baldes; enquanto brincam nas caixas de areia; pela música; teatro. “Se há estímulo e não tem ressonância interna, é prejudicial”, observa Miriam.

A considerar a reação da garotada, a recepção à metodologia é excelente. “Gosto daqui porque tem muito espaço para brincar e não tem muito dever”, revela Eduarda Saito, 8 anos, que faz artes, música, alemão, inglês e capoeira.

Ostentando com orgulho a camisa do time de futebol predileto, Luan Veloso de Azevedo, 6 anos, diz que o que mais gosta é do recreio. Por quê? Para jogar bola, explica. Mas o semblante maroto fica sério ao falar dos planos futuros. “Quero ser jornalista”, diz, determinado.

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