SALVADOR
Papel dos intelectuais para assegurar a paz é questionado na II Ciad

Em seu discurso no debate sobreA necessidade de um pacto político entre a África e a Diáspora pela paz, democracia e desenvolvimento, no Auditório Yemanjá, no Centro de Convenções, nesta sexta-feira, 14, a co-presidente da II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora (Ciad) e ex-presidente do Parlamento da África do Sul, Frene Ginwala questionou o papel dos intelectuais no pacto para assegurar a paz e a democracia.
Ela defendeu a idéia de que os intelectuais têm que compartilhar o conhecimento de todas as formas possíveis, como na música e na educação. Não podemos ser apenas observadores de fora, que discutem entre si esses assuntos. Os intelectuais têm que fazer parte do debate social do país. Não podem apenas escrever em revistas acadêmicas. Precisam escrever em mídias públicas para que as pessoas possam ter acesso às suas idéias, argumentou.
Temos que refletir: o que eu vou fazer para contribuir com as mudanças que foram propostas em todos essas debates aqui realizados? É importante que falemos em uníssono e nos comprometamos à resolver esses problemas, completou.
Frene Ginwala falou ainda sobre as medidas que precisam ser adotadas para que a paz seja alcançada. Não se pode fazer a paz sem justiça e igualdade. A paz tem relação com as práticas das pessoas e não com as fronteiras. O nosso pacto é de levar a conscientização entre as comunidades da África e da Diáspora e exigir que os governos tomem ações para resolver os conflitos, afirmou. Ela falou ainda sobre a importância de ter recursos internacionais disponíveis para que as ações da União Africana resolvam os problemas naquele continente. É preciso suporte internacional. Esse não é só um problema africano, disse.