SALVADOR
Para vice-reitor, "A Ufba também é uma vítima"

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Ovice-reitor da Ufba avaliou o caso em São Lázaro e falou dos planos de segurança da instituição.
A TARDE | Como a direção da Ufba vê este último episódio de violência?
Francisco Mesquita | Realmente, não tem nada a ver com a Ufba. Não foi uma estudante. Foram pessoas de fora que entraram nas instalações da universidade.
AT | Mas estranhos tiveram acesso à universidade e praticaram violência no interior de um campus da Ufba.
FM | São Lázaro é área de circulação também, não podemos proibir a passagem de ninguém. O que estamos fazendo é aumentar a segurança ali, com mais iluminação e vigilância eletrônica.
AT | E o que os senhores estão fazendo em relação ao plano geral de segurança para todos os campi da Universidade Federal?
FM | A melhora da segurança ocorre desde 2003, com velocidade maior neste momento, pois temos maior volume de recursos.
AT | Como será a segurança interna?
FM | A segurança, pelo Estado, é da Polícia Militar. Temos um conselho de segurança que determinou que a polícia não tem acesso aos campi fechados. Por isso, a segurança interna está sendo feita por uma empresa terceirizada. Nos entornos, temos o apoio da Polícia Civil e PM.
AT | A empresa Protector (investigada por irregularidades em contratos públicos) faz a segurança na área?
FM | É uma empresa com contrato emergencial. A decisão do conselho, de 2003, foi ratificada este ano. Recebi, hoje [segunda-feira, 22], o contrato de segurança feito pela Procuradoria Jurídica. Lá, consta não só a ronda patrimonial, mas pessoal, além de ronda motorizada, iluminação e vigilância eletrônica.
AT | Quando o novo processo de licitação deve começar?
FM | Mandei hoje [segunda-feira, 22] para divulgação. Deve estar sendo publicado até o final da semana. Vamos lançar a licitação para convocação da empresa de vigilância. Vamos firmar contratos de cinco anos.
AT | O efetivo vai aumentar?
FM | Sim. Vamos abrir mais 24 cursos noturnos, o que vai demandar aumento de segurança. A previsão é aumentar a vigilância em, no mínimo, 30%.
AT | Quanto vai ser investido?
FM | Hoje, a universidade investe R$ 8 milhões. Após esse contrato, vamos ficar com um orçamento anual de segurança em torno de R$ 12 milhões a R$ 13 milhões.
AT | Qual será o posicionamento da Ufba quanto ao assassinato da jovem no campus de São Lázaro?
FM | A Ufba está esperando um relatório da 7ª CP, que está apurando o caso. A Ufba também é vítima do que está acontecendo no País. Quanto a Ana Cláudia, não fazia parte da comunidade da Ufba.
AT | Como ela teve acesso ao campus à noite?
FM | Estamos esperando uma resposta da Polícia Civil por meio do relatório.
AT | Quantas câmeras possui a Ufba hoje?
FM | Hoje temos 180 câmeras. Vamos elevar esse número para 500.
AT | Quais os pontos da universidade onde ocorrem mais ações violentas?
FM | A área mais crítica é o entorno de São Lázaro, acredito que por causa da proximidade com comunidades violentas. No entanto, a Ufba já tem uma proposta de trabalhar junto com as comunidades. Um trabalho de educação realizado pela Pró-Reitoria de Extensão e pelo Fórum Comunitário de Combate à Violência (FCCV).