SALVADOR
Parada gay pede fim da homofobia
O clima foi de alegria e tranqüilidade na V Parada Gay em Salvador, que reuniu neste domingo, 3, segundo a Polícia Militar, cerca de 200 mil pessoas atrás dos trios elétricos que animaram a festa. Na rua, um casal de meninos de 18 anos esperava abraçado a passagem dos trios. Mesmo em dia de Parada, os dois chamavam atenção das pessoas ao redor. Mas nada que os incomodasse. Foi por esse respeito que a Parada gritou este ano: homofobia é crime.
Segundo Marcelo Cerqueira, presidente do GGB (Grupo Gay da Bahia), o preconceito aos homossexuais se expressa primeiro na família, quando não aceita a opção sexual de um parente.
É o caso de um dos meninos do casal citado, que faz o 3º ano do segundo grau, mas não pode ter o nome revelado porque os pais não sabem que ele é gay. Ele foi para a festa acompanhado da namorada, uma amiga que conhece desde pequeno. O outro é estudante de jornalismo da Faculdade Anísio Teixeira.
Ele conta que a família sabe e respeita sua preferência. Cerqueira defende que a homofobia seja tipificada como crime, assim como o racismo, para que os gays possam assumir a opção sexual sem sofrer preconceito. Neste ano, a Parada Gay teve como madrinha a cantora Preta Gil.
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