SALVADOR
Paralisação deixa 50 mil estudantes sem aulas

Cerca de 50 mil alunos das universidades estaduais ficaram sem aulas ontem, quando os quatro mil professores dessas instituições resolveram parar as atividades por um dia. Como parte das atividades, eles fizeram, à tarde, um protesto em frente à governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Os professores queriam discutir a incorporação de 27,2% da gratificação por estímulo às atividades acadêmicas (Geaa).
Além de não ser recebidos pelo governador Jaques Wagner (PT) e pelo secretário estadual de Educação, Adeum Sauer, os manifestantes foram impedidos de entrar no CAB com carro de som e de fazer uma aula pública em frente ao prédio.
Munidos de sistema data-show e telão, os professores pretendiam chamar a atenção ao que consideram descaso e enrolação do governo com a educação estadual. Isto é um espaço público, como não podemos entrar?, questionou a vice-presidente da Andes (Associação
Nacional dos Docentes de Ensino Superior), professora Zózina Almeida.
Governo novo, velho descaso e Saber, salário e cidadania! foram algumas das frases indicadas nas faixas de protesto empunhadas pelos professores das universidades estaduais do Estado da Bahia (Uneb), de Feira de Santana (Uefs), do Sudoeste Baiano (Uesb) e Santa Cruz (Uesc).
Revolta Nem mesmo o anúncio da liberação de R$ 6 milhões para contratação emergencial de 329 professores diminuiu a revolta dos manifestantes. Isso aqui é pura enganação, o governo não está disposto a negociar, afirmou um deles, com o Diário Oficial do Estado em mãos. A paralisação de um dia dos professores universitários baianos pretendia pressionar o poder público a voltar à mesa de negociação.
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