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Parentes, amigos e fãs se despedem do músico do Parangolé

Carolina Mendonça, do A TARDE On Line
Por Carolina Mendonça, do A TARDE On Line
| Atualizada em

Um clima de tristeza e indignação tomou conta do município de Pojuca, na manhã desta terça-feira, 08. A família e uma multidão de amigos, fãs e conterrâneos se despediram de Rogério Abreu de Oliveira, 31. O baixista da banda de pagode Parangolé foi velado na casa dos pais e enterrado no Cemitério da Piedade por volta das 10 horas. Ele e outros dois homens foram assassinados a tiros na manhã desta segunda-feira, 07, nas proximidades de sua residência, o Condomínio Paralela Park, no Trobogy.

Filho do meio entre sete irmãos , quatro rapazes e três moças de uma família de músicos, Rogério era admirado por todos em sua cidade. “Um bom caráter, um bom filho, uma pessoa sem preconceitos, que convivia com todo mundo, numa boa”, resume o irmão mais velho, Marcus Vinícius Oliveira. A descrição foi repetida nos depoimentos de parentes, amigos, vizinhos e moradores de Pojuca.

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Rogério cursava engenharia civil na Universidade Católica do Salvador (Ucsal) e estagiava na empresa de atividades imobiliárias Actitur. Há cinco anos, ele mantinha um relacionamento com Lilia Mara de Jesus Sena, 23, e pretendia se casar em breve. Segundo Lilia, o casal já dividia o mesmo teto há dois. “No domingo, ele falou sobre o apartamento que estava pensando em comprar”, lembra a companheira. Lilia diz que, com sua alegria e boa índole, Rogério a ajudou a superar problemas e a incentivou a estudar enfermagem.

“Rogério sempre foi estudioso e esforçado. Era alegre, amigo de todo mundo. Nunca gostou de bebida, nada disso”, conta João Paulo Moreira de Brito, 27, amigo de infância do músico. “Não é porque ele morreu não, era mesmo uma pessoa muito boa”, ressalta uma de suas primas, Cristiane Meirelles, que veio de Salvador para o sepultamento.

Muitos estabelecimentos comerciais locais estavam fechados. “Veio todo mundo que pôde, para prestar uma homenagem a ele e à sua família, que são conhecidos de toda a cidade. Estamos chocados, ninguém entende o que aconteceu”, relata a dona de casa Wélia Souza de Araújo.

Vizinha de Rogério do Condomínio Paralela Park, Rosângela Santos Pereira e suas duas filhas, Edfrance e Renata, também viajaram à Pojuca para dar o último adeus ao amigo. “Ele era uma pessoa leal, atenciosa, com quem toda a minha família podia contar em todas as horas”, afirma Edfrance Pereira.

“Eu não quero nem saber o que aconteceu, quem foi, nada. Isso não vai trazer ele de volta. Mas, da justiça divina ninguém foge”, emociona-se o pai, Italvar Marques de Oliveira, 60. Inconformada, Dona Eliene, mãe de Rogério, não se acalmava. “Porque levaram meu filho querido?” gritava olhando para cima, como se esperasse por uma resposta.

Companheiro de banda, o guitarrista André Luiz Almeida, o Merenda, disse que todo o grupo está abalado e ninguém sabe ainda quem substituirá Rogério no contrabaixo. “Ele gostava de festa, mas era uma pessoa tranqüila”, acrescenta. Segundo a assessoria de comunicação da banda Parangolé, a agenda de apresentações da banda está mantida. O grupo se apresenta em Salvador no próximo no domingo, 13, na casa de shows Espetáculo, Boca do Rio, às 13h. Na ocasião, o vocalista Léo Santana fará uma homenagem ao músico.

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