SALVADOR
Parentes já falam em suicídio

O corpo do engenheiro e funcionário da Caixa Econômica Federal Geraldo Orlins Freire Nunes foi enterrado ontem, às 17 horas, no cemitério Campo Santo. Compareceram ao local parentes, amigos e colegas de trabalho. A tia de Geraldo, Sílvia Reis, e a irmã dele, Mirian Freire, acreditam que tenha sido suicídio. “De uns dez dias para cá, ele estava muito triste e magro. No final de semana, procurou Mirian para desabafar sobre alguns problemas que estava tendo com o irmão. Senti que ele estava depressivo”, conta Sílvia Reis.
O irmão de Geraldo, José Orlando, segundo a tia, sofre de epilepsia, dentre outros problemas, e toma medicamento controlado. “Era Geraldo que cuidava de Orlando e dava os medicamentos para ele. Era a pessoa da família que mais se preocupava com a saúde do nosso irmão”, lembra Mirian.
Ela conta que Geraldo estava frustrado com o fato de não conseguir curar o problema do irmão. “O cuidado dele com Orlando era intenso, e creio que ele sentiu a carga disso. Pedi a ele que entregasse aos cuidados de um profissional”.
Geraldo morava sozinho há cinco anos no apartamento da Graça. O local, que pertenceu a seus pais, foi deixado sob seus cuidados porque ele, dos três irmãos, era o que possuía mais recursos para pagar o condomínio e outras despesas.
No trabalho, os colegas lembram do engenheiro como um excelente profissional. “Ele era uma pessoa muito querida por todos, além de competente e de cumprir seus compromissos profissionais”, diz Ana Paula Barbosa, do setor de recursos humanos da agência em que Geraldo trabalhava.