SALVADOR
Parque de Pituaçu não registra assalto há três meses

Há cerca de um ano, uma média de cinco assaltos por dia – durante a semana – e de até vinte, durante o fim de semana, eram a realidade do Parque de Pituaçu.
No entanto, graças a um trabalho desenvolvido no seio da própria comunidade, há cerca de 100 dias que não é registrado nenhum assalto no local. Mais do que isso, já há quatro meses que não se tem queixa de qualquer tipo de violência. Os dados são do relatório do COOPA - Companhia de Polícia de Proteção Ambiental e da Força Vital.
Para o Coordenador de Eventos Socioculturais do Parque, Marcell Moraes, o fato se deve à inserção de eventos para a comunidade, que envolvem teatro, música, festas e palestras. “A partir de todo esse trabalho de integração, eles se sentem responsáveis pelo Parque e, por isso, cuidam, zelam e buscam a paz para que seus filhos e suas esposas possam brincar e se divertir. É triste essa situação, mas muitas vezes a violência vinha da própria comunidade que também precisa de atenção e cuidado”, diz o coordenador.
O Parque de Pituaçu foi criado em 1973, por um decreto do estado, ocupando um área de de 450 hectares. O parque contra com opções de lazer como os pedalinhos da lagoa ou mesmo a ciclovia de 18 quilômetros de extensão, que circunda toda a área da reserva. No lugar, ainda há o Espaço Cravo, um museu a céu aberto com obras do artista Mário Cravo. Lanchonetes, sorveterias e brinquedos infantis completam a infra-estrutura do local.