SALVADOR
Passarela da Jorge Amado completa mais um mês sem conclusão

A obra da passarela sobre a Avenida Luis Viana Filho, a Paralela, em frente à Faculdade Jorge Amado (FJA) completou mais um mês sem conclusão. Iniciada em abril de 2006, a previsão inicial era que a passarela estivesse pronta em fevereiro deste ano. Três meses depois, no início de maio, a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), empresa responsável pela obra, previu serem necessários mais 30 dias para o fim do trabalho. O novo prazo chegou ao fim na última sexta-feira, dia 8.
De acordo com o presidente da Companhia, Euvaldo Jorge de Oliveira, o equipamento somente deve estar pronto no início de julho. Segundo ele, o atraso no cronograma da obra se deve a um conjunto de fatores. O principal deles foi a modificação do projeto original, para que a passarela inclua também a via marginal à Paralela, no sentido Aeroporto. Inicialmente, o acesso ao equipamento se daria no canteiro entre essa via e a Paralela. "Percebemos que poderíamos também evitar a travessia de pedestres por esta via, para aumentar a segurança do local, e providenciamos a extensão da passarela", afirma Oliveira.
Devido à modificação no desenho original, foi necessária a instalação de mais um pilar, o que obrigou ao desvio das redes de gás canalizado, já executada, e elétrica, que deverá ser concluída nesta semana, instaladas no local. Após o fim desse processo, Oliveira afirma que a obra deverá ser concluída rapidamente, já que será um processo apenas de montagem das peças que já estão prontas para a instalação. "O pilar e as treliças já estão no pátio da Desal aguardando apenas a relocação da rede elétrica".
Apesar de ainda não ter sido concluído, o equipamento já foi aberto para o uso de forma provisória em abril, quando foi construída uma escada para o acesso no sentido Aeroporto. Mesmo tendo sido aprovada pelos usuários, a solução é criticada devido aos problemas relativos principalmente à escada, feita de metal e com degraus de madeira. "É muito íngreme, o que traz dificuldades para quem tem problemas de locomoção", afirma a estudante Gilvânia Araújo, que utiliza a passarela diariamente para chegar à faculdade.
A também estudante Agda Soares Silva concorda e aponta outros problemas com a solução provisória. "Nos dias de chuva, isso aqui fica muito escorregadio. Já vi várias pessoas tombando. Não soube de ninguém que tenha caído, mas pode acontecer a qualquer hora. Eles já tiveram muito tempo para concluir a passarela de forma definitiva".
Com relação à parte já concluída, Agda critica o fato de que o acesso no sentido Rodoviária possuir um "joelho", o que aumenta o percurso de quem vem do ponto de ônibus e da FJA. "Eles deveriam ter feito o acesso normal, com a rampa seguindo direto e não com essa curva, que só dificultou o acesso".
Segundo o presidente da Desal, a utilização do "joelho" foi necessária devido ao fato de a saída da passarela se dar num terreno particular, o que impediu a utilização do acesso tradicional que beneficiaria os usuários. A mesma solução será adotada no acesso a ser construído.
A passarela, que terá 260 metros de extensão, foi construída após uma série de protestos que se seguiu à morte de uma estudante por atropelamento no local, em setembro de 2005. A obra foi iniciada em abril de 2006 e foi orçada em 1,6 milhão de reais. A estimativa é que o equipamento seja utilizado por cinco mil pessoas diariamente, quando estiver concluída.