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PT e João Henrique sempre conviveram em conflito

Flávio Oliveira, do A TARDE
Por Flávio Oliveira, do A TARDE

O PT e João Henrique sempre mantiveram uma relação conflituosa. E isso antes mesmo de o prefeito de Salvador ingressar no PMDB de Geddel Vieira Lima. A mudança de partido e o novo cenário baiano do qual Geddel emergiu como uma das principais forças políticas apenas agravaram o que já nasceu ruim.

Petistas gostam de relatar episódio da Assembléia Legislativa para ilustrar o que pensam do prefeito de Salvador. No início do segundo mandato do ex-governador Paulo Souto (2003), Moema Gramacho (PT) pediu uma reunião da bancada para discutir a adesão da Bahia ao Horário de Verão. João Henrique, deputado pelo PDT, ouviu a convocação, mas antes de a reunião acontecer, entrou com representação no Ministério Público, pedindo que a Bahia ficasse de fora do Horário de Verão. Na época, o Estado era o único do Nordeste que aderia à medida. Daí, concluem os petistas: “João é individualista, marqueteiro e despossuído de projeto político que não seja o da promoção pessoal”.

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Em 2006, João Henrique, segundo petistas, não se empenhou o suficiente no apoio a Jaques Wagner, apesar de o PT ter feito aliança branca para eleger seu pai, João Durval, senador. Em 2007, João tentou ingressar no PT, onde se instalou seu irmão Sérgio Carneiro, mas foi barrado e se alojou no PMDB. Ao tomar posse em 2005, João Henrique não governaria sem o PT. Circunstâncias obrigavam a coalizão dos partidos de oposição ao carlismo. O PT, maior deles, ganhou as secretarias da Saúde e da Reparação. Com a vitória de Wagner, os primeiros gritos por candidatura própria foram ouvidos. João cedeu mais duas secretarias: Governo e Ação Social. Nesta terça, o PT deixou o governo ocupando cerca de 200 cargos.

Durante o mandato, João Henrique conviveu com o PT cobrando mais dinheiro à Saúde, maior vitrine do partido no município. Segundo petistas, o governo não repassava à secretaria os 15% da receita exigidos pela Constituição Federal.

Do lado dos apoiadores de João Henrique, o PT teria de redefinir o que seriam gastos de saúde. Parecer do TCM sobre a prestação de contas de 2006 da Prefeitura indica que a gestão investiu 15,35% no setor. A Tarde não conseguiu contato nesta terça com o prefeito João Henrique.

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