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PT testa popularidade

JORNAL A TARDE
Por JORNAL A TARDE

Paulo Amancio



Lavagem do Bonfim sempre foi sinônimo de alegria, irreverência e das mais diversas manifestações de fé. A festa também sempre serviu de palco para que possíveis candidatos a cargos eletivos testem sua popularidade, lancem ou fortaleçam sua candidatura.



No caso do PT nada disso aconteceu. O candidato em potencial do partido ao governo da Bahia, o ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, preferiu manter a cautela. “Estou preparado para assumir a candidatura ao governo do Estado, mas antes preciso obter o aval do presidente Lula.”



Wagner considerou muito boa a acolhida dos baianos, que não se furtaram a aplaudir e manifestar o seu apoio ao candidato em camisetas com o slogan “Lula e Wagner – paz e liberdade para a Bahia” e inúmeras faixas durante todo o percurso. Palmas, acenos e fogos também não faltaram e serviram para reforçar o prestígio do ministro, colocando-o talvez como o mais forte adversário à reeleição do governador Paulo Souto.



O ministro deixou a Igreja da Conceição da Praia em direção à Colina Sagrada acompanhado da mulher, Maria de Fátima Carneiro, do ministro Waldir Pires, da Controladoria Geral da União, do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, e do deputado federal Nelson Pellegrino.



Ainda abatido pela recente perda da mulher Yolanda Pires, Waldir disse ter gostado muito da receptividade do povo baiano, “apesar da crise e das denúncias de corrupção no governo federal”.



Os candidatos da oposição, Jaques Wagner, Antonio Imbassahy e João Durval, iniciaram a caminhada praticamente juntos, atrás do prefeito João Henrique.



Os militantes do PT curiosamente não levaram nenhuma bandeira do partido para as ruas, ao contrário do PSB da ex-prefeita Lídice da Mata e do PC do B, do deputado Javier Alfaya, que coloriram toda extensão da caminhada com as cores de seus partidos.



Em determinado momento, os candidatos da oposição se separaram e o ministro Jaques Wagner acabou ficando para trás. Acabou sendo “atropelado” pelo cordão do afoxé Filhos de Ghandy, que ultrapassou sua comitiva e a de Antonio Imbassahy, que ia logo à frente. Wagner não mais apareceu.

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