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Salvador pode amanhecer sem ônibus nesta terça-feira; entenda

Destravamento da campanha salarial e debate sobre assédio profissional são as pautas da categoria

Alex Torres e Pevê Araújo
Por Alex Torres e Pevê Araújo
| Atualizada em
Assembleia ocorreu nesta segunda-feira, na Estação da Lapa
Assembleia ocorreu nesta segunda-feira, na Estação da Lapa - Foto: Olga Leiria | Ag. A TARDE

Salvador pode amanhecer sem ônibus nesta terça-feira, 30. A situação foi externalizada pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, o vereador Hélio Ferreira (PCdoB), em assembleia da categoria realizada nesta segunda-feira, 29, na Estação da Lapa.

Em contato entrevista, Hélio explicou que as pautas da categoria giram em torno do destravamento da campanha de reajuste salarial. Além disso, ainda existem questões referentes aos assédios profissionais sofridos pelos trabalhadores.

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"Vamos ter uma reunião da diretoria às 16h. Temos uma proposta de parar todas as garagens amanhã, em repúdio a essa situação interna e também em repúdio ao travamento da campanha salarial", afirmou o presidente.

Hélio Ferreira ainda detalhou mais problemas enfrentados pelos trabalhadores da categoria. Ele destaca a falta de integração na passagem de ônibus e metrô dos funcionários, de modo que eles precisam tirar o valor do próprio bolso.

"Nosso vale-transporte não integra no metrô, só pega ônibus. A gente está pagando metrô para viajar. Com o recorte das linhas, a gente também não consegue chegar mais em nosso destino. Outro problema grave é o assédio, o excesso de punições... isso causa problema financeiro e de saúde mental para os trabalhadores. Tudo isso é crucial, além da questão de aumento salarial, do ticket, entre outros", completou.

Por fim, o presidente do sindicato afirmou que toda a situação pode ser resolvida na base do diálogo e de medidas resolutivas. "Aqui é apenas um esquente para evitar o pior. A prefeitura pode evitar isso, eles têm meu telefone e pode me ligar para conversar e a gente tentar resolver. Destravar a campanha para a gente seguir negociando e ver essa questão dos assédios. Depende apenas dele, isso é simples".

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